Economia circular um framework conceitual

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Moesch, Raísa Ayres
Orientador(a): Cortimiglia, Marcelo Nogueira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/197427
Resumo: A industrialização e o acesso a bens e produtos permitiram o desenvolvimento econômico e o aumento da classe média consumidora. Visto os problemas ambientais já conhecidos pelo modelo econômico linear operante, tais como poluição atmosférica e geração de resíduo, e com a previsão de um aumento de três bilhões de indivíduos na classe média até 2030 empresas, governos e instituições de ensino estão procurando formas de tornar esse sistema sustentável. Nesse cenário, a Economia Circular (EC) surge como uma alternativa promissora para continuar com o crescimento econômico sem que esse cause danos ao meio ambiente. Para isso, ela propõe o fechamento dos ciclos dos produtos e materiais, de forma que o conceito de lixo deixe de existir e tudo que não for mais utilizável seja redirecionado para um novo propósito. O termo é novo no meio acadêmico, ganhando força em número de publicações a partir de 2014. Visto o caráter abrangente da EC ela carece de uma estrutura clara que represente toda sua dimensão. A presente pesquisa visa suprir essa lacuna e a realiza através de uma revisão sistemática da literatura, seguida por entrevistas com especialistas para construção de um Framework conceitual. Esse construto é composto por sete elementos (mindset circular, visão holística e sistêmica, modelos de negócios circulares, redes colaborativas, tecnologia, sistemas regulatórios e de incentivos financeiros e expansão da consciência social e ambiental) considerados centrais para o desenvolvimento da EC, classificados dentro de quatro categorias (requisitos, viabilizador, aceleradores e determinante). O Framework foi aplicado em duas empresas e verificou-se que os sete elementos estavam cobertos por ambas, mostrando diferenças na atuação e função do denominado viabilizador e dos aceleradores. As empresas destacaram a atuação do consumidor, proprietário dos produtos após sua aquisição, que fica responsável por agir para que o ciclo possa ser efetivamente fechado. Por ser uma pesquisa de caráter exploratório entende-se que os sete elementos são centrais e suficientes para o desenvolvimento da EC, porém a forma como são abordados pelas empresas difere. Por isso, sugere-se a verificação da utilização do Framework em um número maior de empresas a fim de verificar a adequação da função dos elementos.