Efeito neuroprotetor do exercício físico em um modelo animal de neuroinflamação aguda

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Gregório, Elizama de
Orientador(a): Silva, Weber Cláudio Francisco Nunes da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/199334
Resumo: Transtornos depressivos, a esquizofrenia, doença de Alzheimer, doença de Parkinson entre outras doenças neurodegenerativas são transtornos neurológicos devastadores, que contribuem cada vez mais para a morbidade e a mortalidade global. Embora os mecanismos patogênicos dessas condições sejam bastante diversos e complexos, a neuroinflamação é uma característica subjacente compartilhada por todas essas doenças. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do exercício aeróbico e de força muscular sobre alterações cognitivas e expressão de antioxidantes em um modelo animal de neuroinflamação aguda na região CA1 do hipocampo. Para isso, os animais receberam treinamento durante oito semanas / 3 vezes por semana / 50 minutos por dia. Posteriormente foi realizado a cirurgia estereotáxica com a infusão intra-hipocampal de LPS (40mg/Kg) ou salina. Em seguida, foi realizado os testes comportamentais, reconhecimento de objetos, reconhecimento social, labirinto de Barnes e esquiva inibitória. Por fim, os animais foram eutanasiados e então foi realizado a coleta do hipocampo, córtex pré-frontal e posteriormente a dosagem de antioxidante através de método colorimétrico. Os resultados demonstraram que o exercício de força foi capaz de exercer um efeito benéfico profilático nas memórias discriminativas de curta e de longa duração, e na memória social de longa duração. O exercício aeróbico demonstrou apenas um efeito benéfico profilático na memória discriminativa de longa duração. Em relação a expressão de antioxidante, o exercício de força mostrou aumentar os níveis de CAT, GST e GSH no hipocampo, mostrou também reduzir a expressão de MPO no córtex pré-frontal. O exercício aeróbico não demonstrou efeito significativo na expressão de antioxidantes do hipocampo e córtex pré-frontal. Concluímos então que o exercício de força possui um potencial benéfico profilático capaz de minimizar déficits cognitivos e bioquímicos decorrentes de um evento neuroinflamatório agudo local, enquanto que o exercício aeróbico não demonstrou este mesmo potencial.