Leucemia mieloide crônica : expansão de células natural killer de pacientes refratários ou intolerantes aos inibidores de tirosino quinase

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Bosi, Guilherme Rasia
Orientador(a): Silla, Lucia Mariano da Rocha
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/179054
Resumo: Introdução: A leucemia mieloide crônica (LMC) é uma desordem mieloproliferativa clonal cuja transformação neoplásica da célula-tronco hematopoiética ocasiona o acúmulo das células mieloides e seus progenitores. As células Natural Killer (NK) são componentes fundamentais da imunidade inata, apresentando a habilidade de defender rapidamente o organismo contra patógenos infecciosos e também possui ação contra células tumorais. No entanto, pacientes com LMC parecem ter menor contagem de células NK à medida que a doença progride, bem como a citotoxicidade diminuída nas células NK restantes. A terapia adotiva com células NK pode ter um papel potencial no tratamento de pacientes com LMC. Materiais e métodos: Nosso estudo pretende explorar a viabilidade de se utilizar células NK autólogas para o tratamento de portadores de LMC, resistentes ou intolerantes aos inibidores de tirosino quinase (TKIs), além de conhecer o perfil epidemiológico desta população. Para tanto, precisamos esclarecer se, a partir de uma amostra de sangue periférico destes pacientes, conseguimos expandir células NK em número suficiente para a infusão in vivo no futuro. Foram analisadas amostras de sangue periférico de 6 pacientes com LMC. As células NK foram expandidas a partir de células mononucleares do sangue periférico após depleção dos linfócitos T. Elas foram co-culturadas com células apresentadoras de antígeno clone 9 K562, posteriormente modificadas para expressar interleucina-21 na membrana (mIL-21). Resultados: Trinta e nove porcento dos pacientes acompanhados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foram refratários ou intolerantes ao imayinibe. A sobrevida global em 8 anos de pacientes que fizeram uso de três ou mais linhas de tratamento foi significativamente menor quando comparada aos pacientes que conseguiram manter o imatinibe como a primeira linha de tratamento. Falha em atingir resposta citogenética complete, resposta molecular maior e interrupção do tratamento foram associadas com maior chance de progressão para terceira linha de tratamento. Todas as culturas apresentaram expansão adequada e clinicamente significativa das células NK. Aparentemente, não há diferença para a expansão das células NK conforme TKI em uso, tempo de evolução da doença e resposta atual. Conclusão: Este estudou demontrou a efetividade da plataforma com mIL-21 para expansão de células NK em pacientes com CML refratários ou intolerantes aos inibidores de tirosino quinase. Os achados do nosso estudo são promissores e criam a possibilidade do uso de células NK autólogas neste grupo de pacientes.