Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Dummel, Izolete Anna de Souza |
Orientador(a): |
Fuchs, Sandra Cristina Pereira Costa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/197568
|
Resumo: |
Introdução: A hipertensão arterial constitui um desafio para o sistema de saúde brasileiro requerendo ações de prevenção primária até a atenção integral aos portadores. Diversos estudos de custo-efetividade de tratamento anti-hipertensivo e mesmo de métodos diagnósticos tem sido realizados, porém não há avaliações com enfoque na detecção da hipertensão no Brasil. Objetivo: Verificar a razão de custo-efetividade incremental na detecção de hipertensão por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) comparando-se “condutas usuais” e “condutas recomendadas nas diretrizes”. Material e métodos: Estudo transversal investigou as condutas realizadas por profissionais do SUS em campanhas nacionais para detecção de diabetes mellitus e hipertensão arterial. Os dados dessa avaliação foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e serviram de base para análise de decisão constituindo a estratégia “condutas usuais”, baseada em dados primários de rastreamento de pressão elevada na população, número de consultas e aferições em consultório, disponibilidade de equipamentos calibrados e manguitos adequados, ponto de corte para detectar hipertensão. A segunda estratégia, “condutas recomendadas nas diretrizes”, baseou-se na estimativa de que todas as condutas recomendadas pela mesma seriam seguidas, representando efetividade 1 (100% de probabilidade de execução correta). Para cada erro cometido na aferição e classificação de hipertensão estimou-se redução de 6% na efetividade. Os custos diretos de profissionais foram estimados a partir de informações disponibilizadas pelo sistema público de saúde. Resultados: A estratégia “condutas recomendadas nas diretrizes” detectou corretamente 82,3% de indivíduos hipertensos ou normotensos, enquanto na estratégia condutas usuais detectou-se 77,2% de casos corretos. A razão custo-efetividade incremental foi de R$51,70 por diagnóstico correto, sendo inferior para enfermeiros comparativamente a médicos. A variação de parâmetros não modificou substancialmente o modelo, exceto para o custo de consultas e para o número de aferições e de consultas. Conclusão: A estratégia “condutas recomendadas nas diretrizes” é custo-efetiva. Há necessidade de reorganização e padronização de condutas no atendimento de pacientes pelo SUS para elevar a efetividade do rastreamento de hipertensão. |