Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Menezes, Uiara Gonçalves de |
Orientador(a): |
Barcellos, Marcia Dutra de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/143942
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Resumo: |
Um dos argumentos em favor do Consumo Colaborativo é a sua possível contribuição para um desenvolvimento mais sustentável. Nesta pesquisa, Desenvolvimento Sustentável é a satisfação das necessidades humanas do presente considerando a preservação dos recursos naturais para as próximas gerações. Logo, o alcance de padrões e níveis de consumo mais sustentáveis envolve a construção de relações entre diversos setores sociais, como produtores, comerciantes e consumidores. Partindo desse pressuposto, este estudo identificou de que forma o Consumo Colaborativo se relaciona com o Desenvolvimento Sustentável. Para isso, recorreu-se a um estudo de múltiplos casos, com quatro organizações colaborativas que representaram diferentes tipos de Consumo Colaborativo existentes no Brasil. Cada um dos casos pesquisados foi analisado a partir de uma série de características identificadas na literatura, tanto da perspectiva da organização colaborativa, como do consumidor e sobre suas bases para promover o desenvolvimento sustentável. Foram pesquisados quatro casos: Bliive, Airbnb, BlaBlaCar e Retroca, e obtidos dados de três formas: 21 entrevistas semiestruturadas realizadas com consumidores; análise dados existentes nas plataformas online e aplicação de questionários quantitativos aos entrevistados, para avaliar as atitudes e orientações coletivas de valor individualista-coletivista, a fim de comparar com as respostas obtidas pelas entrevistas. Os principais resultados destacados foram: a) motivações: econômicas, interação social em suas diversas formas, como formação de amizades, parcerias e cuidado ao próximo, preocupações com o meio ambiente e ativismo político. Além de curiosidade por explorar algo novo, qualidade dos produtos e busca por formas de aprendizado; b) dentre as características mais presentes destacou-se que a confiabilidade não é impedimento para os consumidores, alguns consumidores eram mais engajados nas plataformas e estavam mais dispostos em participar de outras formas de colaboração. Nos casos onde não existia anonimato os consumidores interagiam entre si. Essas características destacam as organizações colaborativas como fundamentais para que se desenvolva um sentimento de conexão e formação de comunidade; c) o Consumo Colaborativo é potencial para atender as necessidades humanas. Sendo cada caso com suas características e satisfatores específicos, em menor ou maior quantidade; d) os aspectos de relacionados à preservação dos recursos naturais foram encontrados em dois dos casos estudados, e foram considerados independentes da atitude ambiental dos consumidores, pois estes, de forma geral, apresentaram preocupação com a preservação dos recursos naturais; e) por fim, sobre a orientação coletivista dos consumidores, apenas as consumidoras do Retroca não destacaram uma consciência de grupo maior que a individual. Todos os dados permitiram concluir que se deu algum grau de relação entre o Consumo Colaborativo e o Desenvolvimento Sustentável, seja na sua dimensão ecológica social ou de coletividade. Limitações e contribuições gerenciais e teóricas foram evidenciadas. |