Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Palominos, Penelope Esther |
Orientador(a): |
Xavier, Ricardo Machado |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/158670
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Resumo: |
Introdução/Objetivos: O impacto da artrite psoriásica (APso) percebido pelo paciente que vive fora do continente europeu ainda é pouco conhecido, uma vez que quase todos os estudos qualitativos sobre o tema recrutaram populações europeias. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o impacto físico, emocional, profissional e social da APso em pacientes brasileiros. Também se compara o impacto da APso percebido por pacientes franceses e brasileiros. Métodos: Um estudo qualitativo foi realizado em dois hospitais universitários no Brasil e na França; pacientes ambulatoriais que preenchiam critérios de classificação para APso participaram de entrevistas individuais na linguagem local. O tamanho da amostra foi definido através do princípio de saturação; as entrevistas foram gravadas, os dados foram transcritos e uma análise de conteúdo foi realizada. Resultados: Quinze pacientes foram entrevistados no Brasil e 13 na França. A média de duração da doença foi de 16,.5 ± 12,5 anos (variando de 8 meses até 47 anos) e 14,4 ± 8,4 anos (variando de 12 meses a 29 anos), para brasileiros e franceses, respectivamente. Medicamentos biológicos foram prescritos para 33% dos brasileiros (N=5) e 23% dos participantes franceses (N=3). Um amplo impacto foi reportado: 67 categorias emergiram durante as entrevistas e foram agrupadas em 24 domínios de saúde. O impacto da doença percebido pelos brasileiros e franceses foi globalmente similar: 67% dos domínios foram comuns a ambas as nacionalidades. Apesar do impacto percebido pelas duas amostras ser semelhante, alguns domínios importantes para os brasileiros e ainda pouco estudados nesta população como desordens do sono, disfunção sexual e fadiga foram identificados. Este trabalho também expõe o impacto emocional, social e profissional do preconceito causado pela psoríase em pacientes brasileiros. Conclusão: Brasileiros e franceses com APso percebem um amplo e similar impacto da doença, que transcende os aspectos físicos. Domínios importantes para pacientes que vivem fora da Europa e que permanecem pouco estudados podem ser reconhecidos através da metodologia qualitativa. |