Jogo, logo existo : futebol, conflito social e sociabilidade na formação da classe trabalhadora em Rio Grande/RS (1901 – 1931)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Bresolin, Felipe Treviso
Orientador(a): Guazzelli, Cesar Augusto Barcellos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/258052
Resumo: O presente trabalho se propõe a analisar a inserção dos trabalhadores, no início do século XX, na atmosfera futebolística da cidade do Rio Grande/RS, buscando compreender se tal prática contribuiu para o processo de constituição de uma identidade em comum da classe trabalhadora em formação no município. Parte-se da hipótese que as agremiações futebolísticas, com ênfase às inseridas no meio proletário, extrapolam as finalidades meramente esportivas, podendo ser analisadas como um espaço estratégico de conflito entre as classes sociais. Além disso, se configuram como um espaço fundamental de sociabilidade, de lazer e de compartilhamento de experiência destes trabalhadores. A escolha do recorte temporal, por sua vez, tem como objetivo localizar o surgimento de experiências organizativas dos trabalhadores na cidade. Para compreender a oposição de interesses, as diversas maneiras de ação coletiva e a forma que as classes sociais se organizam e rivalizam nos espaços de sociabilidade, partir-se-á da análise da constituição das diferentes ligas de futebol no Rio Grande, evidenciando a discriminação social e racial presente desde sua gênese, mas também demonstrando a capacidade dos trabalhadores tomarem conhecimento de suas condições sociais, construírem representações próprias e travarem embates de forma consciente e organizada.