Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Pizutti, Leandro Timm |
Orientador(a): |
Hidalgo, Maria Paz Loayza |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/196902
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Resumo: |
A depressão é uma doença de significativo impacto em todo o mundo, com prevalência no Brasil de 14% de sintomas depressivos, prevalência de Transtorno Depressivo Maior (TDM) em um ano de 8% e prevalência ao longo da vida de 17%. Estratégias que possam auxiliar no tratamento dos sintomas depressivos são importantes neste contexto, tanto no formato de intervenções alternativas ou complementares, quanto em ferramentas que possam estimar mais precisamente a resposta aos tratamentos propostos. O presente estudo avaliou os efeitos de um programa de Mindfulness em profissionais de saúde os sobre sintomas depressivos e psiquiátricos e sobre os níveis de 6-Sulfatoximelatonina (aMT6s), em um delineamento de pesquisa quase experimental tendo um grupo controle ativo e um grupo lista de espera comparados ao Mindfulness. Nessa linha de pesquisa, nosso estudo também avaliou o valor preditivo de modificação em níveis urinários de aMT6s após o início do tratamento para TDM com fluoxetina. Dez mulheres de 35 a 45 anos foram selecionadas, e uma redução de 30% nos escores de depressão após 4 semanas foi considerada indicativa da resposta ao tratamento. Os escores de sintomas depressivos e psiquiátricos tiveram uma diminuição estatisticamente significativa do início para o final do estudo no grupo controle ativo e grupo Mindfulness, com um tamanho de efeito de 0,82 no escore de sintomas depressivos e 0,67 no escore de sintomas psiquiátricos, comparando o grupo Mindfulness com o grupo controle ativo. Não houve diferença nos níveis de aMT6 antes e depois da intervenção de Mindfulness e tampouco associação entre os escores de sintomas depressivos e psiquiátricos com os níveis de aMT6s. A razão entre a excreção noturna de aMT6s antes e após o início da fluoxetina teve resultados opostos para respondedores e não respondedores. Foi significativamente acima da linha de base para os respondedores (+0.265ng/mg) e inferior à linha de base para os não respondedores (-0.40ng/mg); (t=2,44; p=0,04), sem diferença significativa nos níveis de aMT6s entre respondedores e não respondedores na linha de base. A curva ROC demonstrou uma sensibilidade de 75% e especificidade de 100% para um valor de corte de 0,03 do delta da aMT6s. O programa de Mindfulness teve um efeito benéfico em sintomas depressivos e psiquiátricos, sendo uma alternativa e/ou complemento terapêutico para intensidades leve a moderada de sintomatologia. A ausência de modificação nos níveis de aMT6s pode indicar uma adaptação do sistema melatoninérgico semelhante ao que ocorre com a ingestão crônica de antidepressivos, 15 ou porque a redução de sintomas é causada por uma via fisiológica diferente. Conforme observado para os inibidores da recaptação da noradrenalina, a AMT6s urinária é um preditor de resposta do tratamento ao inibidor seletivo da recaptação da serotonina. |