Adolescentes com transtornos de ansiedade : desfechos após dois anos de terapia cognitivo-comportamental em grupo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Davis, Roberta
Orientador(a): Heldt, Elizeth Paz da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/109020
Resumo: Os transtornos de ansiedade (TAs) estão entre os principais problemas que acometem crianças e adolescentes, podendo atingir uma prevalência de até 24,9% ao longo da vida. A eficácia do tratamento de TAs na infância e na adolescência tem sido demonstrada em estudos de curto prazo de terapia cognitivo-comportamental (TCC), mas ainda são poucos os estudos que avaliam a eficácia da terapia de longo prazo. Portanto, a presente pesquisa tem por objetivo realizar uma revisão sistemática de estudos de seguimento sobre TCC com crianças e adolescentes com TAs (artigo 1) e verificar a resposta a longo prazo da terapia cognitivocomportamental em grupo (TCCG) em relação à intensidade dos sintomas de ansiedade e depressão e à qualidade de vida (artigo 2). Para a realização do primeiro artigo (revisão sistemática), foram consultadas as bases de dados Pubmed e Isi Web of Science. Foram considerados como critérios de inclusão: estudos de coorte após TCC para TAs na infância e na adolescência. Foram excluídos os estudos com período de seguimento inferior a um ano. Para a apresentação dos achados dos estudos, foram considerados os resultados significativos (p<0,05). Em relação ao método utilizado na elaboração do segundo artigo (seguimento não controlado), a pesquisa envolveu 20 adolescentes que realizaram 14 sessões de TCCG para TAs e foram reavaliados após 2 anos do término da intervenção. Para avaliar os desfechos, utilizaram-se os instrumentos antes da TCCG, no final (4 meses) e após 2 anos: Autorrelato para Transtornos Relacionados à Ansiedade na Infância (SCARED-C); Inventário de Depressão Infantil (CDI); Impressão Clínica Global (CGI); Escala de Funcionamento Global (CGAS) e Qualidade de Vida de Jovens (YQOL). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegra (nº 110181). Os adolescentes e seus responsáveis assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Como resultado da revisão sistemática, obteve-se um total de 10 artigos que preencheram os critérios de inclusão. O período de seguimento variou entre 12 meses a 13 anos e, em geral, os resultados indicaram a manutenção dos ganhos com a TCC de curto prazo. No entanto, os estudos apresentaram limitações, principalmente em relação ao método, como ausência de grupo controle e perdas de seguimento. No estudo de seguimento, um total de 19 (95%) adolescentes com média de idade de 12,3 (DP=1,0) anos foi avaliado. Houve redução significativa (p<0,001) da gravidade dos sintomas (CGI) e melhora do funcionamento global (CGAS) em comparação com a avaliação inicial. A qualidade de vida geral no seguimento melhorou significativamente (p=0,041) em comparação com a avaliação inicial e final da 7 TCCG. Os sintomas específicos de ansiedade e depressão não apresentaram mudanças significativas (p=0,071 e p=0,206, respectivamente). Os resultados do trabalho sugerem a manutenção dos benefícios da TCC de longo prazo e encorajam a sua utilização entre adolescentes com TAs.