Financeirização e a autonomia das decisões econômicas brasileiras entre 1995 e 2018 : uma análise teórica pós-Keynesiana em economia política internacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Morais, José Urbano Gomes de
Orientador(a): Filippi, Eduardo Ernesto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/216618
Resumo: O presente trabalho teve por objetivo analisar o impacto da globalização de caráter econômico-financeiro – e de viés neoliberal – sobre as decisões econômicas brasileiras tomadas, especificamente, entre os anos de 1995 e 2018. Para tal, utilizou-se da teoria britânica da EPI – Economia Política Internacional – como ponto de partida e utilizou-se também dos pensamentos da corrente pós-keynesiana como complemento analítico. A análise, em forma de estudo de caso, deu-se em cada um dos governos do período abordado de modo separado por mandato, afinal, cada período de governo apresentou diferenças entre si, mesmo que tratando-se do mesmo mandatário. Especificamente, objetivou-se – e cumpriu-se ao longo do trabalho –: i. Identificar na literatura a influência da globalização financeira sobre as decisões econômicas tomadas pelos governos do Estado brasileiro entre os anos de 1995 e 2018; ii. Investigar o fenômeno da financeirização através de uma combinação teórica das ideias da corrente econômica de pensamento pós-keynesiano com as ideias da teoria da EPI britânica de Strange; e, iii. Discutir esses efeitos identificados à luz da combinação teórico-analítica proposta no período escolhido. As análises realizadas permitiram concluir que houve impacto sim da financeirização nas decisões econômicas dos governos brasileiros entre 1995 e 2018 e este impacto foi influenciado – com maior ou menor intensidade – pelas demandas da ideologia neoliberal. Ou seja, as necessidades do mercado e do capital financeiro passaram a pesar mais do que as necessidades domésticas de crescimento sustentado e pleno emprego. Ambas as hipóteses de estudo foram validadas: i. a financeirização da economia global reduziu a autonomia decisória do Estado brasileiro, principalmente na área econômica, o que comprometeu o alcance dos objetivos e o ambiente econômico doméstico; ii. a globalização financeira representa ameaça aos direitos civis, principalmente garantias sociais, pois estes estão geralmente em conflito ou são opostos aos objetivos do mercado global.