Estudo in situ do potencial cariogenico de um adocante comercial a base de esteviosideo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1996
Autor(a) principal: Rossoni, Eloá
Orientador(a): Sarkis, João José Freitas
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/108419
Resumo: Os produtos comerciais a base de esteviosídeo usualmente contêm, em sua formulação, outros edulcorantes que podem modificar o efeito desse composto sobre a formação de placa bacteriana e desmineralização do esmalte dentário. O objetivo desta investigação foi testar o adoçante comercial Stevita®, que contém na sua composição esteviosídeo e lactose. Sete indivíduos usaram aparelhos de acrílico palatinos removíveis com quatro blocos de esmalte dentário. Cada adoçante foi utilizado por períodos de 28 dias. As soluções-testes foram: sacarose 17%, Stevita® 2% ( esteviosídeo 10% + lactose 90%), lactose 1,8% e esteviosídeo 0,2%. Após 28 dias, amostras de placa foram coletadas de dois blocos de esmalte e analisada quanto à microflora cariogênica ( estreptococos do grupo mutans-SM e lactobacilos). As amostras de placa coletadas dos outros dois blocos de esmalte foram utilizadas para determinação da concentração de polissacarídeos solúveis e insolúveis. A perda mineral dos blocos de esmalte dentário foi avaliada através de: 1) exame visual com lupa dos blocos de esmalte dentário, realizado por dois examinadores; 2) medições de microdureza em profundidade. Os resultados mostraram que o esteviosídeo é um adoçante não cariogênico, ocasionando o menor acúmulo de placa bacteriana (9,20±3,26 mg) e apresentando os mais baixos níveis de SM (2,539±2,457 log10 UFC/mg de placa) e lactobacilos (0,310±0,481 1og10UFC/mg de placa). A concentração de polissacarídeos solúveis (5,80±4,36 J..Lg/mg de placa) e insolúveis (5,32±5,03 Jlg/mg de placa) na placa bacteriana formada com esteviosídeo foi inferior aos outros adoçantes, diferindo estatisticamente da sacarose. Os dados de exame visual com lupa e microdureza do esmalte não detectaram perda mineral nos blocos de esmalte testados com esteviosídeo. A sacarose foi o tratamento mais cariogênico. Todos os blocos de esmalte dentário testados com sacarose apresentaram perda mineral severa e esse adoçante ocasionou maior acúmulo de placa bacteriana (28,80±15,00 mg) e nível de crescimento de SM (5,279±5,690 log10UFC/mg de placa) e lactobacilos (6,147±6,312 log10UFC/mg de placa). A concentração de polissacarídeos insolúveis (124,81±101,56 Jlg/mg de placa) na placa bacteriana formada na presença de sacarose foi superior aos outros adoçantes (p<0,01). O tratamento com lactose foi semelhante à sacarose nas variáveis peso úmido de placa bacteriana (18,60±11,23 mg), nível de SM (4,249±4,403 log10UFC/mg de placa) e lactobacilos (5,386±5,718 log10UFC/mg de placa) e concentração de polissacarídeos solúveis (9,37±3,76 J..!g/mg de placa). A lactose diferiu estatisticamente da sacarose na concentração de polissacarídeos insolúveis (7,53±6,96 J.lg/mg de placa) e nas medições de microdureza em profundidade até 90 pm. A Stevita® apresentou semelhança com a lactose quanto ao peso úmido de placa (14,50±8,42 mg), ao nível de SM (4,242 ±4,520 log10UFC/mg de placa), à concentração de polissacarídeos solúveis (7,53±3,66 J.lg/mg de placa) e insolúveis (8,08±5,28 J.lg/mg de placa) e às medições de microdureza em profundidade. Com lactose, 46,4% dos blocos de esmalte dentário mostraram perda mineral quando do exame visual com lupa, enquanto que a Stevita® ocasionou desmineralização em 21,4% dos blocos dentários. O adoçante comercial Stevita® apresenta um comportamento intermediário à lactose e ao esteviosídeo, podendo ser utilizado como substituto da sacarose em pacientes com alta atividade cariogênica.