Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Venturin, Kelvin |
Orientador(a): |
Lucas, Maria Elizabeth da Silva |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/217025
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Resumo: |
Entre 2010 e 2015 uma série de questões geopolíticas, dentre elas a inserção estratégica do Brasil no cenário internacional durante a primeira década do século XXI, o crescimento socioeconômico brasileiro até 2015 e o endurecimento das politicas migratórias de países historicamente receptores desses fluxos, atraíram imigrantes da África Ocidental, sobretudo senegaleses, mas também ganeses, nigerianos, beninenses, marfinenses, entre outros grupos para o Brasil. O Estado do Rio Grande do Sul, seja em sua capital Porto Alegre, ou em cidades industrializadas ao norte do estado, como Caxias do Sul e Passo Fundo, viu um aumento significativo dessa presença africana na região. Mas não são só as pessoas que migram, práticas sonoro-musicais também cruzam as fronteiras grafadas na memória, nos movimentos dos corpos, no canto e na dança desses sujeitos migrantes e, nesse processo, são profundamente marcadas pelas relações sociais, desafios e constrangimentos impostos pelos contextos onde se estabelecem. A literatura etnomusicológica frequentemente enfatiza as transformações que os sujeitos em contextos de mobilidade experienciam através dos encontros interculturais. Por meio de uma pesquisa etnográfica multissituada e colaborativa junto a rappers, percussionistas, cantores, compositores e dançarinos senegaleses e ganeses nas cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo, parte dessa rede musical de migrantes que eu identifiquei e que acompanhei participando de ensaios, aulas, apresentações, gravações e das vidas cotidianas desses sujeitos, essa dissertação explora os processos criativos, discursos e projetos por meio dos quais esses sujeitos agenciam suas práticas musicais. Meu argumento é que a retomada de um fazer musical na mobilidade implica em uma série de negociações implícitas às relações interculturais. A pesquisa mostrou que, através do estabelecimento de redes e alianças por meio do fazer musical, esses sujeitos lidam com as necessidades sociais, restrições e condições de suas novas realidades traçando estratégias de mobilidade, inserção e posicionamento político. |