Confiabilidade de fatores clínicos na predição de caninos potencialmente impactados

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Heck, Bianca
Orientador(a): Barros, Sérgio Estelita Cavalcante
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/257069
Resumo: Introdução: O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar a hipótese nula de que não há diferença na posição, tamanho e forma da coroa clínica do incisivo lateral superior, assim como nas dimensões transversais e verticais da maxila, em pacientes de baixo risco com e sem caninos potencialmente impactados. Material e método: O estudo baseou-se em radiografias panorâmicas e modelos de gesso de pacientes com caninos em posição normal (NC), que consistiu de 60 caninos com a coroa posicionada no setor I, e o grupo de caninos deslocados (DC), composto por 41 caninos potencialmente impactados (setores II, III ou IV). Os modelos de gesso foram digitalizados para análise das variáveis quantitativas e qualitativas da coroa clínica dos incisivos laterais superiores (dimensionais, posicionais e características morfológicas). Além disso, dimensões transversais e verticais do arco dentário também foram medidas. Os grupos foram comparados com os testes t de Student, qui-quadrado e teste U de Mann Whitney. Resultados: Houve associação significativa entre sexo e caninos ectópicos. Caninos ectópicos unilaterais foram mais prevalentes do que bilaterais. As características de posição das coroas dos incisivos laterais superiores mostraram estes dentes significativamente mais angulados para mesial e com rotação mesiolabial no grupo de pacientes de baixo risco com caninos ectópicos, os quais também apresentavam redução nas medidas de dimensão transversal e do comprimento anterior da maxila. A angulação e rotação da coroa, assim como a profundidade palatina e o comprimento do arco foram significativamente correlacionados com a severidade de deslocamento dos caninos. O modelo de regressão previu um terço dos casos de caninos impactados. Conclusões: A hipótese nula foi rejeitada. A angulação da coroa dos incisivos laterais superiores inconsistentes com a ‘fase do patinho feio’ foi o mais importante preditor da posição ectópica dos caninos em pacientes de baixo risco, contribuindo assim para o seu diagnóstico precoce.