Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Gris, Anderson Hentz |
Orientador(a): |
Driemeier, David |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/284716
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Resumo: |
O vírus da encefalomiocardite (EMCV) (Família Picornaviridae, Cardiovirus rueckerti) é altamente patogênico, zoonótico e afeta diversas espécies de animais silvestres e domésticos. Roedores servem de reservatórios desse vírus. No Brasil, a infecção por EMCV foi descrita em espécies silvestres, cavalos e apenas uma vez em suínos de maternidade, na década de 1980. Recentemente no Peru, relataram-se casos em humanos e roedores. O objetivo deste trabalho é confirmar a presença do vírus EMCV no Brasil, caracterizar os aspectos clínicos, epidemiológicos, patológicos, moleculares e distribuição do genoma viral em suínos naturalmente infectados. Inicialmente apresentam-se os dados de um artigo já publicado descrevendo a reemergência da infecção pelo EMCV em suínos no Brasil, onde se caracterizam dois surtos de morte súbita em suínos de crescimento-terminação, que na necropsia apresentaram manchas esbranquiçadas no epicárdio que se estendem ao miocárdio. No exame microscópico havia miocardite necrotizante, não supurativa, associada à mineralização. Através de PCR foi detectado EMCV em órgãos linfoides, coração e fígado dos suínos, assim como no sistema nervoso central e fezes de roedores encontrados na granja. A sequência genética parcial da VP1 viral encontrada nos roedores e suínos apresentou 99,57% de identidade de nucleotídeos, o que indica que provavelmente os roedores introduziram o vírus nas granjas e desencadearam os surtos nos suínos. Posteriormente, descreve-se um segundo artigo com as características patológicas macroscópicas e microscópicas detalhadas de três surtos avaliados em granjas distintas. Assim como o primeiro artigo, são descritos os achados clínicos e macroscópicos e microscópicos. Porém, neste segundo artigo descreve-se a detecção da atividade do vírus EMCV em meio a lesão cardíaca através de hibridização in situ, confirmando que a lesão foi causada por este agente. Além disso, a atividade viral foi detectada em rim, pulmão e baço pela mesma técnica. A inflamação não supurativa detectada na miocardite foi caracterizada por ser representada majoritariamente por macrófagos (IBA1 positivos) e menor número de linfócitos T (CD3 positivos) e B (CD20 positivos). Ademais foi realizado sequenciamento completo do genoma viral, o qual pela análise dos genes da VP1 e da polimerase viral confirmaram se tratar do Cardiovirus A1. |