A cidade de Porto Alegre entre 1820 e 1980 : as transformações físicas da capital a partir das impressões dos viajantes estrangeiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Mello, Bruno César Euphrasio de
Orientador(a): Souza, Célia Ferraz de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/26719
Resumo: Esta dissertação trata de Porto Alegre durante os anos de 1820 – 1890. Tem como objetivo realizar uma análise das transformações e características de seu espaço urbano a partir da leitura e do cruzamento das descrições da cidade contidas nos relatos dos viajantes estrangeiros. É um estudo que se apóia nos diários destes informantes, fontes não oficiais e pouco utilizadas nas pesquisas empreendidas por arquitetos e urbanistas sobre a capital, para valorizá-los como possibilidades de contribuição para o estudo da cidade. Nesse sentido a pesquisa busca alternativa às fontes utilizadas com mais freqüência como a cartografia histórica e os documentos oficiais e procura avaliar que estas outras fontes são importantes e devem ser mais exploradas pelos estudos urbanos. Seu uso permitiria, assim, uma aproximação mais íntima com o cotidiano da cidade, com seus espaços, com as sensações que eles transmitem. São buscados nos textos dos viajantes informações sobre Porto Alegre relativas aos seus aspectos locacionais (implantação, arrabaldes, malha urbana/arruamento e aparência geral do conjunto), seus serviços públicos e de infra-estrutura urbana (estradas, abastecimento de água, esgotamento sanitário e pluvial, limpeza urbana, transporte, calçamento, iluminação, policiamento, aterros), seus equipamentos e espaços públicos (hospitais, instituições de ensino, templos religiosos, cais e alfândega, quartéis e edificações de cunho militar, teatros, cemitério, presídio, mercado, edifícios administrativos, esporte e lazer, praças e parques) e outras características não enquadradas nas categorias anteriores (conjunto da arquitetura residencial, população, etc). Foram selecionados seis viajantes como fontes para subsidiar a pesquisa, dispersos em saltos de tempo mais ou menos regulares ao longo dos setenta anos do recorte temporal adotado. São eles: Auguste Saint-Hilaire, Arsène Isabelle, Robert Ave-Lallemant, Oscar Canstatt, Wilhelm Breitenbach e Moritz Schanz.