Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Ungari, Diego de Freitas |
Orientador(a): |
Macedo, José Rivair |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/148407
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Resumo: |
Nessa pesquisa OS CHIFRES ENTRE A CRUZ E A ESPADA: um estudo das festas de touros (XV-XVI) na Espanha, buscamos identificar como se deu essa emergência de um discurso de controle régio e clerical sob as chamadas festas de touros nos séculos XV e XVI – sendo aquilo que chamamos de “os chifres entre a cruz e a espada” justamente essa leitura das festas taurinas que legitimaram e deram vasão a essa construção das festas mais austeras e em conformidade com as doutrinas e dogmas cristãos, naquilo que denominamos de discurso de ordenança festiva. Para isso, analisamos uma gama de documentos, entre uma Crônica (Crónica del Condestable de Castilla Don Lucas de Iranzo), um Tratado (Tratado do Jogo), Bula (Salute Gregis Dominici) e o prólogo de um Cancioneiro (Cancionero de Juan Alfonso de Baena) na tentativa de construir e identificar nessa tipologia diversa de documentos, as várias maneiras utilizadas para compor o discurso de ordenança festiva. Observáveis em três frentes de análise – o discurso clerical, o discurso clerical percebido e praticado ou não pela nobreza e o discurso espacial/heterotopológico (sendo esse último, de suma importância, e tendo sido analisado partindo do conceito foucaultiano de heterotopia e as várias possibilidades que ele pode representar na análise dos mais diversos espaços). Também, perseguimos ao longo da pesquisa um tema que apesar de já há muito debatido mostrou que ainda encontra terreno fértil para novos debates historiográficos, as festas em si – analisadas partindo da proposta da festa como questão e como discurso. |