Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Goularte, Gabriel Gules |
Orientador(a): |
Bossle, Fabiano |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/285366
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Resumo: |
"Quais as experiências didáticas críticas compartilhadas da cultura escola de uma escola municipal de Gravataí/RS?" foi o problema de pesquisa que essa Tese de Doutorado se debruçou a responder adotando como marco teórico para a discussão a Pedagogia Crítica. Reconhecendo a instituição escolar a partir de um contexto de disputas e interesses, a opção teórica-metodológica escolhida foi a de uma etnografia, sendo o estudo de campo realizado ao longo de todo o ano letivo de 2023. Como achados, a etnografia permitiu a interpretação de uma "didática instrumental" e uma "didática crítica" convivendo no cotidiano das aulas de Educação Física da escola investigada. Deste modo, se por um lado foi possível reconhecer o professor, desamparado e esgotado por suas tantas demandas, acolhendo sem maiores capacidades de resistência a perversidade da gestão neoliberal, individualizando o professor como um executor de uma didática mecânica, alicerçada no direcionamento pouco dialógico de materiais didáticos. Foi possível, também, refletir criticamente sobre a formação política do professor incidindo sobre seu potencial transformador, residindo nessa criticidade entendida com exercício o ponto-chave para o enfrentamento dos avanços neoliberais sobre a escola. Cotejando sobre essas didáticas, a ameaça da extinção da experiência político-didática crítica parece saltar os olhos a partir dos achados da etnografia, bem como da interpretação simbólica dos diários de campo e entrevistas. A tese aqui apresentada não sugere a descrença e desesperança ao olhar a instituição social escola, mas propõe um alerta fruto da empiria e o esforço de interpretação expondo elementos da opressão da didática mecânica para a crítica da didática de resistência. |