Criando fronteiras : Guaranis e Kaingangs diante dos processos de invisibilização pelo Estado (Rio Grande do Sul, século XIX)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Diehl, Isadora Talita Lunardi
Orientador(a): Osório, Helen
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
War
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/265452
Resumo: Esta tese trata das políticas indigenistas da província do Rio Grande de São Pedro durante o período imperial (1822-1889) e das ações dos guaranis e kaingangs frente a estas políticas. Centra-se em compreender o processo de invisibilização, entendida como a negação da existência e da presença indígena no sul do Brasil durante o oitocentos, estabelecendo quais foram os mecanismos para isso. Assim, através de vasta análise documental, em especial da Diretoria dos Índios da província, destacaram-se as guerras, os aldeamentos, os discursos raciais e a disputa pelas terras como os instrumentos mais proeminentes no processo assimilacionista que se objetivava. Guaranis e kaingangs reagiram a estes processos de diferentes formas, que em vários casos, distanciam-se de um protagonismo idealizado, mas relacionam-se intimamente aos contextos e agentes involucrados nestes processos. A defesa dos territórios foi uma das reações em comum observada em diferentes grupos, ainda que as formas como isso foi feito tenham sido variadas. Assim, a análise em conjunto das duas principais populações nativas da região sul permitiu perceber a construção de uma política indigenista em comum para ambas, mas cuja aplicação dependeu de variados contextos históricos e das ações dos indígenas em relação a estes processos.