Avaliação dos efeitos adversos, perfil metabólico, tempo de permanência e índice de satisfação em adolescentes vulneráveis que utilizaram o implante subcutâneo liberador de etonogestrel

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Jaqueline Villas Boas e
Orientador(a): Jimenez, Mirela Foresti
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/204146
Resumo: Objetivo: Comparar os efeitos adversos e metabólicos, a taxa de satisfação e continuidade entre os grupos de adolescentes vulneráveis e não vulneráveis com um seguimento de três anos que utilizou o implante subcutâneo de etonogestrel (ENG). Delineamento: Estudo observacional descritivo retrospectivo, aninhado em um estudo de coorte prospectivo de 134 adolescentes (n = 28 vulneráveis, n = 106 não vulneráveis) que receberam implante ENG. Peso, índice de massa corporal (IMC), pressão arterial e perfil metabólico abrangente foram avaliados no início do estudo, 2 e 3 anos após o implante da ENG. Efeitos adversos, taxa de continuação e grau de satisfação também foram analisados. As análises descritivas e comparativas foram realizadas no SPSS, versão 18.0. A significância foi estabelecida em 5% para todas as análises. Resultados: A taxa de amenorreia foi maior em adolescentes vulneráveis (p≤0,001). Os níveis de colesterol total não vulneráveis diminuíram após três anos de acompanhamento (p = 0,002). Os níveis de triglicerídeos e HDL diminuíram, enquanto os níveis séricos de ureia (p = 0,036) e gama-glutamil transferase (p = 0,03) aumentaram, apenas no grupo não vulnerável. Observou-se efeito temporal no aumento de peso, IMC, glicemia de jejum e creatinina e redução dos níveis de aspartato aminotransferase nos dois grupos (p≤0,05 para todos). A maioria dos adolescentes ficou satisfeita com o implante de ENG (74,6%) e, destes, apenas 9,3% não reinseririam o implante. A maioria (86,4%) não removeu o implante antes de 3 anos, com 77,3% sem complicações. Conclusão: Esses resultados reforçam a importância de fornecer a essa população um método contraceptivo seguro, confiável e eficaz, pois, uma vez que o implante ENG é inserido, não é necessária nenhuma ação do usuário para seu efeito contraceptivo.