Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Pereira, Clara Martinez Falcão |
Orientador(a): |
Neumann, Eduardo Santos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Espanhol: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/249834
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Resumo: |
Esta dissertação trata da atuação dos chamados mus, sujeitos indígenas que se inseriram no tráfico de nativos escravizados durante a década de 1630 nas serras do Tape. O foco principal deste trabalho foi apresentar, através de um estudo de caso, as dinâmicas e os mecanismos que pautaram a inserção dos indígenas no tráfico de escravizados empreendido pelos europeus em tal contexto. Na primeira parte deste estudo, foram abordadas as particularidades da exploração do trabalho indígena ao longo do período colonial e como a historiografia vem tratando o assunto. Analisou-se, ainda os papéis dos intermediários indígenas e sua relação com o desenvolvimento da escravização dos povos nativos. Na segunda parta desta dissertação, se utilizou da análise das fontes jesuítas para compreender quem eram os mus, como funcionavam as suas inserções no tráfico e em qual contexto esses sujeitos surgiram e desapareceram enquanto “mercadores”. Por fim, analisou-se como o território do Tape influenciou no êxito ou não desses sujeitos enquanto traficantes, como a aliança com os portugueses perpassava as lógicas de parentesco dos guaranis e os usos do morfema “mu” nos dicionários de guarani antigo para levantar hipóteses que auxiliem na compreensão desses indivíduos. |