Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Souza, Gabriela da Cunha |
Orientador(a): |
Jarenkow, João André |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/248436
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Resumo: |
Ecossistemas campestres interagem positivamente com distúrbios, podendo culminar com o aumento da diversidade e garantir a heterogeneidade ambiental. Em áreas do bioma Pampa, no sul do Brasil, encontra-se um ecossistema dominado por palmeiras do gênero Butia, formando os butiazais. Estas áreas estão em risco de extinção devido à conversão para a agricultura, sendo tradicionalmente usadas como pastagens para a criação de gado. O desenvolvimento de um manejo sustentável se constitui em alternativa para a sua manutenção, levando-se em conta a carga animal e as condições de microhabitats encontradas entre aglomerados da palmeira, que se apresentam com densidades distintas. Nesse contexto, o objetivo do estudo foi avaliar como as características do ecossistema butiazal e o manejo pecuário se relacionam com a comunidade vegetal, para garantir a manutenção de suas comunidades. O estudo foi realizado em um remanescente de butiazal de Butia odorata (Barb. Rodr.) Noblick com 650 ha, na Planície Costeira do Rio Grande do Sul (Brasil), onde se desenvolve a pecuária de corte. No local, foram realizados levantamentos de composição e cobertura da vegetação em três áreas com distintas densidades de palmeiras adultas, além da amostragem da carga fecal para estimar o uso pelo gado, análise granulométrica e de nutrientes do solo e abertura de dossel. As espécies amostradas foram analisadas de acordo com a composição de formas de crescimento, riqueza de espécies nativas e pela qualidade forrageira por meio da Análise de Caminhos, afim de testar os modelos causais que englobam todas as relações lógicas possíveis entre a vegetação e as variáveis amostradas. Verificamos que o uso pelo gado influencia diretamente a estrutura da vegetação e, por meio de características do solo, também a riqueza de nativas e a cobertura de forrageiras. Já a densidade de palmeiras influencia de forma direta a cobertura de espécies impalatáveis e de forma indireta, pela abertura do dossel, a estrutura, a riqueza de nativas e a cobertura de impalatáveis. Estes resultados podem embasar uma continuidade nos esforços para a adequação da carga animal em escala espacial, considerando as diferentes densidades de butiazeiros, e em escala temporal através do manejo conservativo da carga animal, garantindo a manutenção dos aspectos econômicos e ecológicos. |