Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Lovatto, Maike |
Orientador(a): |
Delatorre, Carla Andrea |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/233162
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Resumo: |
A ferrugem da folha, causada pelo fungo Puccinia coronata, é a principal doença da cultura da aveia branca, ocorrendo em todos os locais em que o cereal é cultivado. A resistência genética é o método mais eficiente para o manejo dessa doença. Entretanto, devido ao elevado potencial evolutivo da virulência de P. coronata, com frequência, cultivares de aveia branca têm sua resistência rapidamente superada pelo patógeno. O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência genética à ferrugem da folha de seis genótipos de aveia branca e a alteração temporal da virulência de dois isolados de P. coronata coletados a campo nos anos de 2008 (Pca08) e 2018 (Pca18). Para avaliar a resistência dos genótipos à ferrugem da folha e o seu impacto sobre o rendimento e enchimento de grãos, foram conduzidos ensaios de campo divididos em duas épocas de semeadura no ano de 2018. O genótipo UFRGS 16Q6030-2 não desenvolveu a doença. Os genótipos UFRGS 166091-2 e URS Brava exibiram os maiores níveis de resistência à doença e as menores reduções no rendimento de grãos. O genótipo URS 22 exibiu a maior suscetibilidade à doença, tendo uma redução superior a 70% no rendimento de grãos. Para avaliar a alteração temporal da virulência de P. coronata, foram realizados ensaios em ambiente controlado, com inoculações artificiais na fase de plântula e planta adulta. O isolado Pca08 apresentou virulência somente para o genótipo URS 22, enquanto o isolado Pca18 apresentou virulência para os genótipos URS 22, URS Altiva, URS 21 e URS Brava. Os isolados avaliados não foram virulentos para os genótipos UFRGS 16Q6030-2 e UFRGS 166091-2. O isolado Pca18 exibiu menor virulência para o genótipo URS 22, indicando alteração das frequências alélicas para virulência na população do patógeno ao longo do tempo. O período latente não variou entre os genótipos e os anos de coleta dos isolados. Diante dos resultados obtidos, é possível confirmar o comportamento dinâmico de populações de P. coronata na região Sul do Brasil e, o impacto da alteração temporal da virulência sobre a resistência genética de cultivares de aveia branca. Além disso, destaca-se a severa redução no rendimento e enchimento de grãos de cultivares suscetíveis. Os genótipos URS Brava, UFRGS 166091-2 e UFRGS 16Q6030-2 possuem diferentes tipos de resistência à ferrugem da folha. |