Disfunção sexual entre mulheres pré-menopáusicas após o tratamento para câncer de mama

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Tozatti, Paula Vendruscolo
Orientador(a): Damin, Andrea Pires Souto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/221713
Resumo: Contexto: O câncer de mama é o segundo câncer mais comum entre as mulheres de mundo todo, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Apesar de ser uma doença que acomete principalmente mulheres em idade mais avançada, um número significativo de casos vem sendo diagnosticados em mulheres jovens prémenopáusicas. Graças ao diagnóstico precoce e aos avanços terapêuticos, tem-se observado diminuição das taxas de mortalidade e aumento da sobrevida global, que pode chegar a mais de 90% nos casos de doença localizada. Devido a isso, as mulheres ficam expostas por mais tempo aos efeitos a longo prazo das terapias cirúrgica e sistêmica, fato que pode prejudicar sua qualidade de vida. Dentre os vários fatores usados para avaliar a qualidade de vida, a sexualidade vem ganhando papel de destaque, especialmente entre as mulheres pré-menopáusicas ao diagnóstico, já que elas sofrem mais os efeitos psicológicos e hormonais decorrentes do tratamento oncológico. Objetivo: O objetivo principal desse estudo foi avaliar a prevalência da disfunção sexual após o tratamento para o câncer de mama entre mulheres pré-menopáusicas ao diagnóstico da neoplasia. Material e Métodos: Foram aplicados dois questionários de função sexual (FSFI-19 e QS-F), um de qualidade de vida (EORTC QLQ C30) e uma ficha de informações sociodemográficas em 58 mulheres tratadas para câncer de mama e pre-menopáusicas ao diagnóstico da neoplasia, entre março de 2019 e setembro de 2020. Resultados: No total, 58 mulheres tratadas para câncer de mama e pré-menopáusicas ao diagnóstico da neoplasia responderam aos questionários. Na avaliação de todas as participantes (n=58), 74,1% tiveram diagnóstico de DS conforme o FSFI-19, ao passo que 53,4% o tiveram conforme o QS-F. Nas análises de correlação, as escalas funcional e de saúde geral do EORTC QLQ C30 se relacionaram positivamente com os escores FSFI-19 e QS-F, ao passo que a escala de sintomas se relacionou negativamente com os escores FSFI-19 e QS-F. Não houve relação de quimioterapia, hormonioterapia ou cirurgia com os escores FSFI-19 e QSF. Ter depressão se relacionou negativamente aos escores totais FSFI-19. Conclusão: As mulheres tratadas para câncer de mama e pré-menopáusicas ao diagnóstico da neoplasia experenciaram altas taxas de DiS feminina. As variáveis que se relacionaram negativamente com os escores FSFI-19 e QSF-F foram a depressão e o elevado escore de sintomas na escala de QV, ao passo que quimioterapia, hormonioterapia e cirurgia não tiveram relação com a função sexual.