Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Cavalheiro, Camila Silveira |
Orientador(a): |
Rohden, Fabiola |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/277580
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Resumo: |
Aumento da massa magra, diminuição do percentual de gordura e do inchaço, suspensão da menstruação e melhora do aspecto da pele e cabelos: estas são as promessas no “chip da beleza”, implante hormonal que ganhou notoriedade entre mulheres brasileiras. O hormônio responsável por estes efeitos é a gestrinona. Sintetizada na França pelo laboratório Roussel-Uclaf em 1966, a gestrinona foi uma das substâncias testadas como contraceptivo nas décadas de 1960 e 1970, até as pesquisas serem suspensas por conta dos efeitos colaterais observados. Foi comercializada como um medicamento para tratamento de endometriose entre os anos 1980 e 1990, mas caiu no desuso por conta dos seus efeitos potencialmente virilizantes. Pela mesma razão, foi banida dos esportes pela Agência Mundial Antidopagem (WADA) e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). No Brasil, seu uso é descrito como um problema de saúde pública. Em 2022, foi incluída pela ANVISA na lista C5, que sumariza as substâncias anabolizantes de venda e uso controlado. Inserida no encontro entre os campos da ciência e tecnologia, saúde, gênero e sexualidade, esta pesquisa visa reconstruir a vida social da gestrinona, atentando para aspectos sociais, políticos e econômicos imbricados no desenvolvimento e uso da molécula, que apontam para a (co)produção e reiteração de concepções específicas sobre corpo, saúde, adoecimento, “feminilidade” e “masculinidade”. |