Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2001 |
Autor(a) principal: |
Tavares, Andrea Luisa Alencar |
Orientador(a): |
Costa, Jaderson Costa da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/275800
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Resumo: |
A epilepsia é considerada como a ocorrência de paroxismos transitórios de descargas elétricas neuronais encefálicas incontroláveis, que podem ser causadas por uma grande variedade de fatores, e que resultam em crises epilépticas. Cerca de 10-20% dos pacientes tem suas crises inadequadamente tratadas apresentando resistência à terapia medicamentosa. Dentre as epilepsias refratárias ao tratamento clínico, aquelas com crises parciais complexas com origem no lobo temporal (ELT) são as mais freqüentes. Com o objetivo de compreender as bases celulares que envolvem as ELTs buscamos através desse estudo comparar as caracteristicas eletrofisiológicas de neurônios hipocampais de CAI em três grupos distintos: ratos normais e epilépticos induzidos pela pilocarpina e células hipocampais de tecido humano obtido de procedimento cirúrgico para epilepsia. Através dessa análise buscamos estabelecer os padrões de resposta (propriedades passivas e disparo) por grupo e compará-los entre si. Foram obtidas fatias de hipocampo (500 μm) que foram mantidos in vitro para registros intra e extracelulares. Como meio indutor da atividade epileptiforme utilizamos a perfusão do tecido com Ringer sem magnésio. O estudo eletrofisiológico antes, durante e depois da perfusão em Ringer sem magnésio, nos diferentes grupos evidenciou que o grupo dos ratos normais e epilépticos apresentaram alterações em algumas propriedades neuronais intrínsecas (potencial de membrana, resistência de entrada e corrente injetada para o primeiro potencial de ação.) e todos os neurônios responderam com disparos à perfusão com o Ringer 0-Mg2+. Ao contrário, as células hipocampais humanas, não mostraram diferenças eletrofisiológicas nas suas propriedades; 25 % dos neurônios hipocampais humanos não apresentaram hiperexcítabilidade à perfusão com Ringer sem magnésio. A análise entre os grupos demonstrou que as propriedades intrínsecas passivas são similares entre os neurônios hipocampais de CA1 de ratos e do tecido humano. A classificação das células estudadas segundo suas características eletrofisiológicas e padrão de acomodação permitem identificar 17 padrões de respostas nos grupos estudados, sendo a maior diversidade encontrada no tecido hipocampal humano. Nossos achados validam a utilização de neurônios hipocampais de CA1 de ratos como grupo controle para estudos com tecido hipocampal humano, no modelo do meio de perfusão livre de magnésio. Também sugere que dependendo do modelo de epilepsia induzida utilizado há preponderância de mecanismos neuronais ("neurônio epiléptico") ou de circuito neuronal ("agregado neuronal") na epileptogênese. |