Uma andorinha só não faz verão o direito à quadra e à educação física anunciam a luta pelo direito à educação do e no campo, na comunidade escolar do girassol

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gasperin, Patrícia Tams
Orientador(a): Bossle, Fabiano
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Palavras-chave em Espanhol:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/285418
Resumo: Esta dissertação tem como tema a educação do e no campo. Toma como ponto de partida as reflexões da autora, que é professora de educação física, e foi convidada a assumir a direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental do Girassol (nome fictício) no estado do Rio Grande do Sul. Ao propor uma gestão democrática e participativa, ao “se aprochegar” mais à escola se depara com anseios e necessidades da comunidade que são obstaculizados pelas condições administrativas e pedagógicas centralizadoras por parte do estado. Com intenção de estudar as práticas educativas do componente da Educação Física em Educação do Campo, percebo que os problemas desse componente, não eram diferentes dos problemas dos demais componentes, e que análises isoladas não seriam suficientes, pois ambas estavam inscritas em um problema maior que é o próprio direito à educação básica do campo. Para compreender o contexto “porteia a dentro” da escola apresento um relatório com dados e observações feitas para a construção do projeto político pedagógico da escola, na sequência um histórico e caracterização da Educação do e no Campo, e em seguida as leis que a amparam. A fim de entender o contexto “porteira afora” apresento um estudo de revisão bibliográfica com experiências de escolas com o perfil similar a Escola do Girassol, leituras sobre o que dizem os movimentos sociais que representam os pequenos agricultores, e um estudo sobre os impactos das políticas econômicas na educação e na educação do campo. O marco teórico desta pesquisa é Paulo Freire, pois ele é ponto teórico comum entre mim, a escola e os movimentos camponeses, o autor como nós, acredita no diálogo como princípio para a democratização da escola, na conscientização acerca da realidade como elemento fundamental da práxis, e na ciência suleadora com pesquisa em que os grupos populares são sujeitos. Incorpora ao marco teórico as sistematizações do Movimento por Uma Educação Básica do Campo e do Fórum Nacional de Educação do Campo. A pesquisa participante é o método que irá responder o problema de pesquisa: Como a Educação Física e os demais componentes curriculares se articulam junto à comunidade escolar na luta pelo direito à Educação do e no Campo? Com técnicas diversificadas que priorizam os instrumentos coletivos e o diálogo, pudemos responder ao problema de pesquisa, levantar novas questões problematizadoras e apontar estratégias de organização da comunidade. Concluímos que para o componente de Educação Física e os demais componentes se articularem com a comunidade, a gestão escolar precisa se comprometer com diálogo permanente na escola, para a elaboração de projetos educativos que sejam significativos a todos e todas, e manterem -se vigilantes ao contexto externos, atentos/as às leis, e as propostas de governos, nos cercando de argumentos e razões para evitar o fechamento da escola e expandir o direito a Educação do e no Campo.