Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Silva, Lúcia Almeida da |
Orientador(a): |
Santos, Nair Iracema Silveira dos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/29677
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Resumo: |
Esta pesquisa tem por finalidade analisar a saúde do trabalhador em educação em uma Secretaria Municipal de Educação (SMED) do Rio Grande do Sul. Trata-se de analisar as condições de emergência da saúde enquanto política de gestão pública, situada em um campo de práticas que compõe procedimentos diversos na atenção aos processos de trabalho e à saúde do trabalhador da educação. Utilizamos a análise do discurso, sob a perspectiva genealógica de Foucault, como metodologia de pesquisa, através da qual desenvolvemos uma análise de documentos oficiais da SMED, tomados como analisadores do processo de construção histórica de discursividades. Cabe a esta pesquisa pensar como a SMED vem constituindo suas práticas em saúde do trabalhador a partir das tensões, dos embates e dos atravessamentos éticos e políticos da sociedade contemporânea. A pesquisa aponta que a desarticulação interinstitucional, a descontinuidade das políticas públicas, a interferência direta das políticas de governo na organização do ensino, os modos de trabalhar no serviço público calcadas no princípio de eficiência/ineficiência, assim como os desafios diários do contexto escolar vêm produzindo o adoecimento e o afastamento da profissão enquanto foco de questionamento e tensionamento no interior das práticas gerenciais. O trabalho e a saúde do trabalhador perdem a visibilidade, ao passo que a doença e o afastamento do trabalho ganham espaço nas discussões e tornam-se alvo de políticas e intervenções do governo, onde a estatística é tomada como um mecanismo biopolítico de gestão e administração da vida no trabalho. Buscamos discutir algumas formas de (des)construir e problematizar os enunciados imbricados nos pedidos de atendimento, que chegam de forma individualizada ao Setor de Desenvolvimento de Pessoas, apontando um sujeito como portador de um problema a ser resolvido. Se esta demanda foi historicamente construída neste setor, cabe justamente a este setor buscar modos de trabalho que possam fazer uma torção nesta lógica, que se perpetua na sociedade através das práticas e técnicas disciplinares e de controle, para transformá-la, minimamente, em uma demanda institucional, capaz de contemplar o grupo de trabalhadores em educação nas discussões sobre seu fazer e sua saúde enquanto trabalhadores. |