Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Nunes, Sula Cristina Teixeira |
Orientador(a): |
Corso, Luciana Vellinho |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Palavras-chave em Inglês: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/238673
|
Resumo: |
A flexibilidade no raciocínio matemático tem sido apontada como um importante objetivo da educação contemporânea para atingir níveis mais elevados de desempenho matemático. No Brasil, não foram encontradas pesquisas sobre essa habilidade de domínio especifico da matemática. A presente dissertação tem como objetivo geral verificar a flexibilidade cognitiva em cálculo mental em estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, de modo a compreender como as crianças brasileiras apresentam esta habilidade. Para atender este objetivo foram realizados dois estudos com 84 alunos de 2º e 4º anos do Ensino Fundamental de quatro escolas públicas de Porto Alegre, sendo 42 alunos do 2º ano e 42 alunos do 4º ano. Os dados foram obtidos a partir de entrevistas que envolviam a classificação, resolução e justificativa do raciocínio utilizado na resolução de 12 cálculos mentais aritméticos; do teste de desempenho aritmético; e do questionário socioeconômico. O primeiro estudo verificou se os perfis de flexibilidade cognitiva relatados na literatura recente se aplicam à amostra de estudantes brasileiros deste estudo, bem como, associou-os às variáveis desempenho aritmético e nível socioeconômico e, por fim, avaliou a adequação do instrumento avaliativo de flexibilidade à realidade brasileira. O segundo estudo apresentou a diferença de perfis de flexibilidade cognitiva em cálculo mental entre crianças de 2º e de 4º anos do Ensino Fundamental, com base na análise dos elementos cognitivos, a saber características dos problemas e procedimentos de solução, utilizados durante a resolução de cálculos aritméticos. Os resultados do primeiro estudo evidenciaram os três perfis de raciocínio, flexível, misto e rígido, ou seja, a flexibilidade trata-se de uma habilidade de caráter evolutivo; as variáveis desempenho aritmético e nível socioeconômico não explicaram os diferentes perfis; e a tarefa avaliativa demonstrou valor diagnóstico na avaliação dos graus de flexibilidade, mas a dificuldade dos cálculos desta tarefa implicaram uma limitação deste estudo. Os achados do segundo estudo revelaram que as diferenças na proporção de uso de conhecimento numérico diferenciaram os perfis de flexibilidade entre os anos escolares, assim como demostrou que os estudantes do 4º ano apresentaram maior grau de flexibilidade do que os alunos do 2º ano. Estes resultados sugerem que a flexibilidade cognitiva demonstrada pelos estudantes está relacionada ao senso numérico informal da amostra. Em síntese, os achados destes estudos destacam o potencial da flexibilidade em cálculo mental para a aprendizagem matemática. |