Efeito do ácido gama-hidroxibutírico e da tirosina sobre parâmetros de estresse oxidativo em córtex cerebral de ratos jovens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Sgaravatti, Angela Malysz
Orientador(a): Dutra Filho, Carlos Severo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/13873
Resumo: A deficiência da semi-aldeído succínico desidrogenase (SSADH) e a tirosinemia tipo II caracterizam-se pela presença de elevadas concentrações teciduais e plasmáticas de ácido γ-hidroxibutírico (GHB) e tirosina, respectivamente. Tanto os pacientes afetados pela deficiência da SSADH quanto aqueles com tirosinemia tipo II apresentam sinais e sintomas neurológicos. Embora os mecanismos responsáveis pela disfunção neurológica sejam pouco conhecidos, sabe-se que podem estar relacionados ao acúmulo de GHB e tirosina e seus possíveis efeitos tóxicos sobre o sistema nervoso central (SNC). Considerando ainda que o estresse oxidativo parece estar envolvido em diversas doenças ou alterações patológicas que afetam o SNC, os efeitos do GHB e da L-tirosina sobre vários parâmetros de estresse oxidativo foram investigados em homogeneizados de córtex cerebral de ratos jovens. Os efeitos in vivo do GHB, ou de seu precursor 1,4-butanodiol, foram semelhantes. Ambos mostraram comprometimento das defesas antioxidantes não-enzimáticas e indução da lipoperoxidação. Os efeitos in vitro e in vivo da L-tirosina, por sua vez, foram diferentes: in vitro, a L-tirosina provocou dano oxidativo ao DNA, diminuiu as defesas antioxidantes não-enzimáticas e enzimáticas e alterou o estado redox (razão SH/SS), enquanto que a administração aguda de L-tirosina causou dano oxidativo a lipídios e proteínas, modificou a razão SH/SS, diminuiu as defesas antioxidantes não-enzimáticas e estimulou a atividade da glicose-6-fosfato desidrogenase. Esses resultados sugerem que o GHB e a L-tirosina são capazes de promover o estresse oxidativo em córtex cerebral de ratos jovens. Desta forma, caso esses mesmos efeitos ocorrerem em seres humanos, é provável que o estresse oxidativo seja um dos mecanismos responsáveis pela neuropatologia característica da deficiência da SSADH e tirosinemia tipo II.