Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2000 |
Autor(a) principal: |
Firpo, Cora |
Orientador(a): |
Zielinsky, Paulo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/197742
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Resumo: |
A ecocardiografia fetal tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento da cardiologia fetal. Avanços tecnológicos proporcionam equipamentos que permitem diagnósticos cada vez mais acurados e mais precoces, tornando possível o tratamento neonatal planejado e, muitas vezes, pré-natal. o presente trabalho foi desenvolvido em três etapas distintas, estudando o coração de fetos normais e de fetos portadores de miocardiopatia hipertrófica secundária ao diabetes materno, atraves da Doppler-ecocardiografia fetal transabdominal. Na primeira etapa foram estudados 124 fetos normais, com idade gestacional entre 12 e 32 semanas. Usando diversas projeções, foram determinadas as dimensões das cavidades cardíacas, a espessura das paredes ventriculares e do septo ventricular e o tamanho dos grandes vasos da base, das veias cavas e do canal arterial. Também foi avaliada a mobilidade do septum primum através de um índice que chamamos índice de redundância. Foram elaborados nomogramas com as medidas normais das múltiplas estruturas, com intervalos de confiança de 95%. A freqüência com que foi possível determínar as medidas fetais aumentou significativamente com a idade gestaclonal até a 1Sa semana. Foi definida como 16 semanas a idade gestacional a partir da qual as medidas das diversas estruturas do coração do feto podem ser realizadas rotineiramente. Na segunda etapa deste trabalho foi avaliada a velocidade de fiuxo através das valvas cardíacas de 86 fetos normais entre 12 e 18 semanas de idade gestacional. O pico de velocidade através das valvas aórtica e pulmonar aumentou significativamente durante o período estudado. A velocidade aumentou de forma menos significativa através das valvas mitral e tricúspide. A análise do fluxo mitral e tricúspide mostrou que a relação ElA manteve-se menor do que 1 para ambas as valvas. Na última etapa estudamos comparativamente 22 fetos de mães diabéticas com hipertrofia do septo interventricular, 31 fetos de mães diabéticas sem hipertrofia septal e 26 fetos de mães com glicemia normal e anatomia cardíaca normal para avaliar o índice de redundância do septum primum e índices Doppler-ecocardiográficos de função diastól ica nos três grupos. A idade gestacional variou de 21 a 37 semanas. O índice de redundãncia foi menor em fetos de mães diabéticas com hipertrofia septal, intermediário em fetos de mães diabéticas sem hipertrofia septal e maior no grupo controle, porém essas diferenças não foram estatisticamente significativas. Posteriormente os grupos foram divididos em 2 subgrupos, o primeiro incluindo fetos até 32 semanas e o segundo com fetos acima desta idade gestacional. Após 32 semanas, o índice de redundância do septum primum foi menor em fetos com hipertrofia septal secundária ao diabetes materno do que em fetos dos outros 2 grupos. Essa diferença foi significativa (p=O,01 e p=O,03, respectivamente). Houve correlação inversa entre o índice de redundância do septum primum e a espessura do septo interventricular em fetos portadores de hipertrofia septal secundária ao diabetes materno após 32 semanas de idade gestacional (r= -0,7). Os índices de função diastólica não mostraram diferença significativa nos três grupos estudados, nem mostraram correlação com o índice de redundância. Esses resultados sugerem que o índice de redundância do septum primum possa ser investigado como um novo parâmetro para avaliar função diastólica no feto. |