Efeito do sistema de manejo nos atributos do solo, movimentação de sedimentos e exportação de carbono orgânico numa microbacia rural sob cultura do fumo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Mello, Nilvânia Aparecida de
Orientador(a): Mielniczuk, Joao
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/10022
Resumo: Este trabalho foi conduzido em Arvorezinha, Rio Grande do Sul, em áreas de Cambissolo háplico sob lavoura de fumo numa pequena bacia hidrográfica rural. O objetivo foi verificar o efeito de sistemas de manejo e do seu tempo de adoção nos atributos do solo, na movimentação de sedimentos sobre a encosta e na exportação de carbono orgânico da área de lavoura para o ambiente. O carbono total e suas frações foram determinados no solo e nos sedimentos. Os sistemas de manejo avaliados foram plantio convencional (PC), cultivo mínimo (CM) e plantio direto (PD) com diferentes tempos de adoção e em situação de início de cultivo e conversão de áreas anteriormente sob PC para CM e PD. Como testemunha utilizou-se uma área de vegetação nativa. Avaliou-se também o efeito do formato da encosta na movimentação de sedimentos. O menor conteúdo de carbono foi verificado nos solos mais degradados, aqueles que estão a 40 e 25 anos sob PC. Estes solos também apresentaram a maior movimentação de sedimentos sobre a encosta. A conversão para os sistemas CM e PD elevou a qualidade do solo, aumentou o conteúdo de carbono, principalmente da fração particulada, e reduziu a movimentação de sedimentos. O efeito do formato da encosta na movimentação de sedimentos foi mais percebido nas áreas sob PC e em seguida sob CM. No PD, devido a elevada taxa e cobertura do solo, não houve efeito do formato da encosta. As maiores perdas de solo e exportações de carbono orgânico foram verificadas nas áreas sob PC, seguida das áreas sob CM e as mais baixas foram verificadas no PD. A fração carbono particulado proporcionalmente foi mais exportada que as demais e foi mais exportada das áreas sob PC. A análise sistêmica das áreas indicou que a qualidade ambiental resultou da qualidade do solo e da redução das perdas de solo e água e redução da exportação de carbono orgânico.