Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1996 |
Autor(a) principal: |
Ckless, Karina S. |
Orientador(a): |
Henriques, João Antonio Pêgas |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/275981
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Resumo: |
Apomorfina é um alcalóide benzilisoquinolínico obtido a partir da morfina, através de reação catalisada por ácido clorídrico concentrado. Conhecido desde de 1869, este alcalóide foi utilizado inicialmente devido às suas propriedades eméticas. Atualmente, esta droga tem recebido atenção devido a sua similaridade estrutural com a dopamina e consequente efeito dopamimérgico, sendo considerado um importante agente no tratamento do mal de Parkinson. Seu uso farmacológico é limitado, pois apresenta grande instabilidade em fluídos biológicos. Esta instabilidade é provavelmente devido a oxidação do seu grupamento catecólico. Como já relatado para outras catecolaminas, como por exemplo a dopamina, estas substâncias são facilmente oxidadas em presença de oxigênio molecular (O2). É postulado que algumas doenças degenerativas do sistema central estão associadas à autoxidação de catecolaminas. Durante o processo de autoxidação das catecolaminas podem ser geradas espécies reativas de oxigênio, bem como outras espécies químicas igualmente reativas. A toxicidade da apomorfina foi avaliada em três diferentes sistemas biológicos e correlacionada com seu processo autoxidativo. Os estudos espectofotométricos demonstraram que apomorfina sofre decomposição em função do tempo, sendo que esta decomposição é potencializada pela presença de ferro. Na ausência de íons metálicos, a autoxidação da apomorfina ocorre lentamente. Através de estudos potenciométricos, verificou-se que apomorfina possui um forte poder redutor, podendo realizar transferências bieletrônicas para agentes oxidantes. Em sistemas biológicos não foi claramente estabelecido se apomorfina realiza transferências bieletrônicas, monoeletrônicas ou ambas. Independente do tipo de transferência, este alcalóide demonstrou efeitos citotóxicos e genotóxicos. A apomorfina foi citotóxica em leveduras Saccharomyces cerevisiae de maneira dose-dependente. Além disto, foi capaz de induzir mutações que alteram o quadro de leitura (mutações frameshift) em leveduras e bactérias Salmonella typhimurium. Os efeitos citotóxicos e genotóxicos em leveduras foram dependente de fase de crescimento, evidenciando o envolvimento de defesas antioxidantes nestes processos. Em fibroblastos de Hamster Chinês (células V79), a apomorfina inibiu fortemente a proliferação celular. Neste mesmo sistema, a adição de catalase não protegeu as células dos efeitos deletérios da apomorfina. O conjunto de dados deste trabalho indicam que a toxicidade da apomorfina é devido a produtos de sua oxidação, provavelmente sua forma quinônica |