Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Menezes, Andréia Magalhães de |
Orientador(a): |
Sprinz, Eduardo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/206159
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Resumo: |
A mortalidade de pacientes portadores do HIV tem diminuído drasticamente desde a introdução da terapia antirretroviral (TARV) combinada. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde são 33,4 milhões de pessoas infectadas e, no Brasil, estima-se que cerca de 630 mil pessoas vivem com HIV ou SIDA. A dramática melhoria da expectativa de vida proporcionada pela TARV possibilitou que muitas pessoas infectadas pelo HIV vivessem tempo suficiente para desenvolver doenças crônicas não usualmente associadas com o HIV, tais como, doenças cardíacas, hepáticas e renais. A doença renal crônica (DRC) tem sido cada vez mais relatada como uma complicação importante da infecção pelo HIV, mesmo em indivíduos com doença controlada. Estudos recentes demonstram que, apesar do uso de TARV, a perda da função renal continua nessa população. Os fatores que contribuem para a doença renal nessa situação incluem, além do própio HIV, o envelhecimento da população, as condições médicas concomitantes, como diabetes e hipertensão, e certos medicamentos antirretrovirais, tais como tenofovir e o indinavir. A alteração da função renal, em seus estágios iniciais, pode ser detectada através da medição da taxa filtração glomerular (TFG), que pode ser estimada utilizando fórmulas como a Cockcroft-Gault (CG), a equação da Modification of Diet in Renal Disease (MDRD) e a Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration (CKD-epi). O objetivo deste estudo foi descrever a prevalência e os possíveis fatores de risco associados à alteração da função renal em pacientes HIV-positivos em TARV. Nós encontramos uma prevalência de 40,3% (n=89) de pacientes que apresentam qualquer alteração na função renal (TFGe < 90 ml/mim), sendo que 8,4% (n=18) dos pacientes apresentam uma alteração de moderado à severa (TFGe < 60 ml/mim). Os fatores de risco associados com qualquer alteração da função renal, após a análise multivariada, foram: ser de origem euro-descendente, uso de tenofovir (TDF), diagnóstico de hipertensão e aumento de idade. Os fatores de risco encontrados para alteração da função renal moderado-severa, após a análise multivariada, foram: diagnóstico de hipertensão, tempo de terapia antirretroviral e uso de tenofovir (TDF). O peso corporal elevado foi associado como fator de proteção contra alteração na função renal. Contudo, estudos com mais participantes ainda são necessários para investigar melhor a alteração da função renal, os fatores de risco a esta associados e os desfechos clínicos. |