Frequência de atividade mínima de doença em pacientes com artrite psoriásica : revisão sistemática da literatura com metanálise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Zardin, Mariele
Orientador(a): Chakr, Rafael Mendonça da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Dor
Palavras-chave em Inglês:
MDA
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/196869
Resumo: Base teórica: A artrite psoriásica (AP) é doença inflamatória crônica, com manifestações heterogêneas. Recentemente, o critério de atividade mínima de doença (MDA - do inglês, mínima ldisease activity) tem sido proposto como alvo terapêutico. Acreditamos que a prevalência de pacientes que atinge MDA é diferente em ensaios clínicos randomizados (ECRs) e estudos de vida real. Objetivo: estimar a freqüência de MDA em pacientes com AP em estudos de vida real e em ECRs, e por subtipo de tratamento (sintéticos versus biológico). Avaliar se há correlação entre MDA e SF36, e entre MDA e DAPSA, e analisar individualmente os componentes do MDA. Métodos: foi realizada revisão sistemática da literatura no Pubmed, Embase, Cochrane e Lilacs, e busca nos anais de congressos EULAR, ACR, Conferência Mundial de Psoríase e AP, Congresso Internacional de Espondiloartrites e CBR. Os dados foram analisados por dois pesquisadores independentes, e as divergências resolvidas por consenso. Foi realizada metanálise de braço único para estimar freqüência de MDA em estudos de vida real e em ECRs, e por subtipo de tratamento. A heterogeneidade foi avaliada utilizando I2. Foi avaliada a resposta de cada domínio de MDA ao longo do tempo, associação entre MDA e SF36, e correlação entre DAPSA e MDA. Resultados:A freqüência de MDA em estudos de vida real foi de 37% (I2=93%, IC 95% 36-38%), e em ECRs, 31% (I2=78%, IC 95% 28-33%). Em pacientes em uso de DMARDs sintéticos (sDMARDs), 12% (I2=0, IC 95% 8-18%), e, em biológicos (bDMARDs), 41% (I2=92%, IC 95% 40-43%). Considerando apenas pacientes em uso de bDMARDs, em 6 meses de seguimento a freqüência de MDA foi de 32% (I2=79%, IC 95% 26-39%) em ECRs, e de 30% (I2=85%, IC 95% 21-41%) em estudos de vida real. Não houve correlação entre MDA e SF36 e nem associação entre DAPSA e MDA. Em média, houve melhora na maioria dos componentes do MDA aos 6 e 12 meses. Conclusão: A freqüência de MDA em estudos de vida real foi diferente de ECRs, sugerindo uma maior freqüência em pacientes em uso de bDMARDs do que de sDMARDs. Considerando apenas pacientes em uso de bDMARDs, não houve diferença estatística na freqüência de MDA em ECRs e em estudos de vida real, em 6 meses de acompanhamento. Não houve correlação entre MDA e SF36 e nem associação entre DAPSA e MDA. Aos 6 e 12 meses, houve melhora na maioria dos componentes do MDA.