Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Kirsch, Heitor Marcos |
Orientador(a): |
Filippi, Eduardo Ernesto |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/132985
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Resumo: |
O presente trabalho de tese tem como objetivo identificar e compreender os principais fatores que estão subjacentes à formação das situações de vulnerabilidade e de resiliência social entre os agricultores familiares que residem na região do Alto Guaporé, no estado de Mato Grosso, diante das mudanças ambientais contemporâneas. Dentro do quadro teórico aqui desenvolvido, as reações ou os ajustamentos a esses processos, mobilizados e traduzidos pela noção de capacidade adaptativa ou de enfrentamento não são condicionadas a previsões ou respostas comportamentais futuras, mas determinadas pela capacidade que indivíduos ou grupos possuem em mobilizar ou transformar os mecanismos necessários que lhes permite contornar e/ou superar as barreiras que os expõem à uma situação de risco. Isso implica em reconhecer que as iniciativas que buscam garantir a subsistência familiar são o resultado objetivo da ação vinculada à experiência cotidiana na interação que ocorre entre os sistemas natural e social e pressupõe a existência de processos de aprendizagem individual e/ou coletiva. Com isso, a partir da identificação das principais estratégias de subsistência mobilizadas pelos agricultores familiares dessa região, foi possível apontar os principais fatores sociais e/ou naturais que constrangem ou mesmo facilitam a produção de respostas às mudanças ambientais contemporâneas. Como consequência, permitiu que se determinasse quais são os aspectos que caracterizam a vulnerabilidades e como se melhora tanto a capacidade de enfrentamento, quanto a adaptabilidade dos agricultores familiares no Alto Guaporé, num cenário de profunda incerteza e rápida transformação dos fatores que integram os sistemas natural e social. Assim, essa tese trata fundamentalmente da maneira como os agricultores que residem nessa região viabilizam melhores condições de vida e como fazem para garantir o processo de reprodução econômica e assim viabilizar a subsistência familiar. Para tanto, foram realizadas 65 entrevistas com agricultores em cinco diferentes municípios, mas em dois diferentes contextos: aquelas mobilizadas pelos agricultores que se localizam em áreas próximas aos centros urbanos, em distâncias não superiores aos 40 km e as que estão em locais mais distantes, entre 50 e 100 km dos perímetros urbanos. O estudo revelou que alguns aspectos do funcionamento do quadro institucional criam a possibilidade de mobilização de uma diversidade maior de arranjos e formas de produção pelos que integram o primeiro grupo, comparativamente aos que estão submetidos a distâncias maiores. Todavia, essa relação de proximidade não modifica qualitativamente a sua situação de vulnerabilidade e de resiliência. Foram identificadas evidências empíricas que demonstram que em razão da singularidade dos elementos do sistema natural e a experiência passada das famílias em um contexto socioeconômico, elas diferem substancialmente em termos de capacidade de acesso e habilidade de mobilização dos principais fatores que modelam essa competência e exerce uma influência que modifica os fatores que podem expô-los aos riscos e aos perigos que decorrem das transformações no ambiente em sua maneira de garantir a reprodução familiar. Dessa maneira, é possível afirmar que são as condições dos fatores sociais e institucionais que exercem a principal influência na geração de situações que podem implicar numa fragilidade ou mesmo numa incapacidade de enfrentar ou se adaptar às mudanças ambientais contemporâneas. |