Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2014 |
| Autor(a) principal: |
Eder, Hector Augustus Santiago |
| Orientador(a): |
Souza, Marcelino de |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Dissertação
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Palavras-chave em Inglês: |
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| Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/116598
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Resumo: |
O agronegócio brasileiro ocupa uma posição de elevada relevância na composição da economia brasileira. No caso do Estado do Rio Grande do Sul este aspecto não é diferente. Nos anos que se registram super safras nas lavouras gaúchas, o desempenho da economia do Estado supera a média de crescimento nacional, como nos anos de 2003 e 2007. Vários estudos apontam para a ocorrência de um boom no desempenho agrícola latino-americano, com destaque para o sucesso, em termos de produção e produtividade agrícola no Brasil. Este boom da agricultura se reflete também no Rio Grande do Sul, indicando que na primeira década dos anos 2000, houve uma elevação da renda total oriunda das diferentes atividades agropecuárias no Estado. Diante desta tendência, este trabalho visa apresentar os resultados de uma pesquisa sobre o comportamento da apropriação da renda agrícola total, considerando os distintos tipos de famílias (empregadores com mais de dois empregados, empregadores com até dois empregados, conta-próprias e assalariados), onde pelo menos um membro da família está ocupado em atividades agrícolas, no Estado do Rio Grande do Sul, nos anos de 2001 e 2009. Os dados utilizados são oriundos da base de microdados das PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na elaboração da presente pesquisa, foi observada a variação da participação de cada um dos grupos familiares na composição da renda agrícola total, e também se fez uma análise da decomposição dos distintos efeitos que determinam as variações do perfil da apropriação da renda agrícola. A análise dos dados obtidos a partir das variáveis observadas indica que o grupo familiar dos empregadores com até dois empregados foi o que mais se diferenciou dos demais, tanto em termos do aumento de participação relativa no número de famílias e de pessoas ocupadas em atividades agrícolas, quanto em termos de aumento de participação relativa na massa total da renda agrícola e modificações estruturais importantes no universo da agricultura familiar e do rural do Rio Grande do Sul. A explicação apresentada para estas transformações no rural e na apropriação da renda agrícola deve estar ligada ao crescente processo de especialização das atividades agrícolas e de integração intersetorial. |