Padronização de um protocolo de eletromiografia de superfície em voluntários saudáveis : um novo desfecho nos estudos da parede abdominal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Bigolin, André Vicente
Orientador(a): Cavazzola, Leandro Totti
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/204317
Resumo: Introdução: Evitar a recidiva da hérnia não é o bastante. Para obter melhores desfechos cirúrgicos, é necessário entender a influência da hérnia e de seu tratamento sobre a função da parede abdominal. Alguns autores já estudaram a força dos músculos do core, mas a ativação desses músculos durante testes clinicamente validados para hérnia nunca foi avaliada. Objetivo: Descrever um protocolo de avaliação dos músculos abdominais, envolvendo exercícios isométricos, isocinéticos e movimentos respiratórios avaliados pela eletromiografia de superfície (surface electromyography, SEMG) Métodos: Foram avaliados 20 voluntários saudáveis. Um detalhado protocolo de três etapas foi desenvolvido com dois exercícios diferentes em cada uma: 1-A: contração isométrica em decúbito dorsal, 1-B: contração isométrica em decúbito lateral; 2-A: esforço expiratório máximo, 2-B: esforço inspiratório máximo; 3-A: Biodex® isocinético; 3-B: Biodex® isométrico. SEMG foi utilizada para avaliar os músculos retoabdominal (RA), oblíquo externo (OE) e oblíquo interno e transverso (I/T). Resultados: As médias de pico de ativação e o root mean square provenientes da análise do sinal cru da eletromiografia foram normatizadas. A ativação dos músculos avaliados foi maior nas Etapas 1-A e 3-A. O I/T foi o músculo de maior ativação na Etapa 1-A e o OE na Etapa 1-B. A ativação do RA foi coadjuvante nos testes respiratórios, principalmente na Etapa 2-A. Na Etapa 3, não houve diferença seletiva de ativação muscular. Conclusão: Foram apresentados os parâmetros de ativação da musculatura abdominal em voluntários saudáveis, os quais servem de base para futuros estudos sobre patologias da parede abdominal e sua função.