Atividade física e qualidade de vida de crianças e adolescentes com fibrose cística

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Feiten, Taiane dos Santos
Orientador(a): Ziegler, Bruna
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/188731
Resumo: Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença genética, multissistêmica, caracterizada pela disfunção do gene regulador da condutância transmembrana (CFTR), consequente obstrução das vias aéreas, perda progressiva da função pulmonar e limitação ao exercício. A atividade física (AF) realizada regularmente pode trazer benefícios para a saúde física, mental, melhora da qualidade de vida (QV) e do prognóstico de pacientes com FC. A prática de AF deve ser parte integrante das rotinas de tratamento destes pacientes e estimulada desde a infância pela equipe multiprofissional. Objetivo: Avaliar o impacto da prática de AF auto-relatada na qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de crianças e adolescentes com FC. Métodos: Neste estudo transversal, foram recrutados em ambulatório pacientes entre 6 e 17 anos com diagnóstico confirmado de FC. Os pacientes responderam questões sobre as práticas de AF, questionário de QVRS e foram coletadas variáveis clínicas. Os pacientes foram classificados em dois grupos conforme a prática semanal de AF: realiza AF ≥ 3 vezes por semana e realiza AF ≤ 2 vezes por semana. Resultados: Completaram o estudo 66 pacientes, 72,7% (n=48) realizavam AF ≥ 3 vezes por semana e 27,2% (n=18) realizavam AF ≤ 2 vezes por semana. A média de idade dos pacientes avaliados foi de 12,3 ± 3,2 anos, VEF1 90,0 ± 24,1 % do previsto e CVF 95,0 ± 20,4 % do previsto. Observou-se diferença estatisticamente significativa para sexo (p=0,014) escore clínico (p=0,033), número de hospitalizações no ano (p=0,002) e número de dias internado no último ano (p=0,020). Para as variáveis de QVRS de acordo com a realização da AF encontramos diferença estatisticamente significativa para os domínios: físico (p=0,003), emoção (p=0,048) e digestão (p=0,015) Conclusão: O grupo que realiza AF ≥ 3 vezes por semana apresentou melhor escore clínico, QVRS e menor tempo de hospitalização no último ano.