Modelo suino de aneurisma de aorta abdominal com bolsa de pericárdio bovino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Perini, Sílvio César
Orientador(a): Pereira, Adamastor Humberto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/15224
Resumo: Introdução: A correção do aneurisma pela técnica endovascular ganha mais espaço com o aprimoramento do material utilizado, buscando-se um sistema ideal. Os estudos com esses dispositivos necessitam de modelos experimentais que devem apresentar características anatômicas e fisiopatológicas similares aos aneurismas em humanos. Apresentamos um novo modelo com bolsa de pericárdio bovino em suínos, com abordagem cirúrgica por via retroperitonial. Materiais e métodos: Estudo prospectivo, de coorte, avaliado pelo comitê de bioética, utilizando 11 suínos de raça Large White e do sexo feminino, com idade de 12 semanas, dividido em duas fases. A fase I consistiu na confecção do aneurisma, abordando a aorta retroperitonial com anestesia geral; na fase II, após 15 dias, realizou-se a arteriografia, eutanásia e retirada da peça para estudo anatomopatológico. Resultados: Em todos os animais, observou-se formação de trombos murais, como ocorre em aneurismas verdadeiros que comprometem de 30 a 90% da luz. À microscopia foram observadas calcificações na região do trombo em 82% dos animais. Havia infiltrado linfoplasmocitário no enxerto e região perienxerto, com fibrose em nove animais. Em três suínos havia espessamento miointimal considerável, e em oito, microcalcificações. A mortalidade foi nula, sem complicações cirúrgicas locais, isquêmicas e de ruptura. Conclusão: O modelo corresponde ao objetivo inicial de manter a aorta, seus ramos colaterais e terminais pérvios, com achados estruturais semelhantes aos de aneurismas encontrados em humanos: reação inflamatória parietal, periadvencial, trombo e calcificações da parede. As técnicas anestésica e operatória desenvolvidas foram satisfatórias e de morbimortalidade nula no período avaliado.