Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Vieira, Jaqueline Leite |
Orientador(a): |
Bergmann, Carlos Perez |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/214515
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Resumo: |
O presente trabalho visou sintetizar nanopartículas (NPs) de magnetita e submetê-las a um tratamento por policaprolactona (PCL) para modifica-las superficialmente e torná-las mais bioestáveis. As NPs obtidas, com e sem polímero PCL, foram caracterizadas quanto a sua microestrutura, propriedades magnéticas e citotoxicidade, para avaliar sua possível aplicação futura no tratamento de câncer. Buscou-se avaliar os efeitos que as modificações de superfície feitas com o polímero PCL podem ter nas NPs de magnetita, em como as diferentes quantidades do polímero que vai servir como surfactante podem influenciar nas características e propriedades, e como isso impactaria no seu uso em possíveis aplicações biomédicas. As NPs de óxido de ferro foram sintetizadas pelo método de coprecipitação e posteriormente se adicionou polímero policaprolactona em diferentes molaridades. As NPs foram então caracterizadas por difração de raio X (DRX), para analisar sua cristalografia, realizando a espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) para avaliar a presença do revestimento de PCL, suas morfologias foram analisadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e de transmissão (M ET), o tamanho hidrodinâmico foi avaliado pelo método de espalhamento dinâmico de luz (DLS), seu comportamento magnético foi caracterizado pelo ensaio de VSM (Magnetômetro de Amostra Vibrante) e sua citotoxicidade para avaliar seu potencial biomédico foi investigado pelo ensaio de brometo de 3-(4,5-dimetil-2-tiazolil)-2,5-difenil-2H-tetrazólio (MTT) e por meio de microscopia de fluorescência com marcação de células vivas e mortas. Foi possível observar nanopartículas de magnetita, com tamanho de cristalito médio entre 9 e 11nm, com a presença do polímero sendo confirmada por suas bandas características aparentes no FTIR. O VSM confirmou o comportamento superparamagnético das nanopartículas, mostrando que as alterações superficiais realizadas pelo polímero não afetaram essa propriedade, e os ensaios de viabilidade celular realizado com células-tronco mesenquimais (CTM) comprovaram a biocompatibilidade das nanopartículas sintetizadas, sugerindo condições de um possível uso como vetores para tratamento de câncer por hipertermia e como plataformas de carreamento (DDS) e liberação controlada de fármacos. |