Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Okamoto, Flavia Kimura |
Orientador(a): |
Teixeira, Luciana Barcellos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/288158
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Resumo: |
Frente as elevadas taxas de detecção de HIV em gestantes, a UNAIDS vem estimulando pesquisas que evidenciem desigualdades assistenciais, como forma de enfrentamento às iniquidades, para que as mulheres e crianças tenham acesso a cuidados de pré-natal de qualidade. Em 2023, Porto Alegre foi a capital brasileira com a maior taxa de detecção de HIV em gestantes. O acesso ao pré-natal com início dos cuidados até a 12a semana, constitui medida efetiva para proteger a saúde de gestantes com HIV e crianças expostas ao HIV, possibilitando evitar a ocorrência de desfechos negativos para a criança (transmissão vertical, perda de seguimento da criança exposta ou óbito). Esse estudo investigou o período de início do pré-natal para gestantes com HIV e fatores associados em Porto Alegre. O estudo também avaliou a ocorrência de desfechos negativos em gestantes com e sem início tardio do pré-natal. Trata-se de uma coorte retrospectiva, de 2001 a 2017, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Modelos de regressão logística com variação robusta foram utilizados para estimar as razões de chances, através de análise das variáveis divididas em três blocos: sociodemográficas, comportamentais e relacionadas ao diagnóstico do HIV. Entre as 7.088 gestantes acompanhadas, 71,4% iniciaram o pré-natal tardiamente. Estiveram associadas ao início tardio do pré-natal as seguintes variáveis: ser negra (OR = 1,19; IC:1,03-1,38), ter baixa escolaridade (OR = 2,75; IC:2,15-3,53), fazer uso de drogas injetáveis (OR=1,49, IC:1,12-1,99), ter parceiro vivendo com HIV (OR = 1,24; IC:1,05-1,45) e não ter o diagnóstico de infecção por HIV anterior ao início do pré-natal (OR=1,32; IC:1,11-1,57). Nas gestantes com início tardio de pré-natal verificou-se 42,8% de desfechos negativos para as crianças expostas. O estudo evidencia o perfil de vulnerabilidade de gestantes que iniciam tardiamente o pré-natal e também aponta alto índice de desfechos negativos para as crianças. Diante do exposto, reforça-se a importância de políticas de saúde voltadas à melhoria do acesso ao pré-natal, visando a redução das iniquidades e a proteção da saúde tanto da gestante quanto da criança exposta ao HIV. |