Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Mercali, Gabriele Domeneghini |
Orientador(a): |
Antonello, Cláudia Simone |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/256812
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Resumo: |
Este estudo tem como objetivo central compreender como se constitui o saber-fazer dos profissionais que atuam com as práticas integrativas, considerando os modos de viver. Para tanto, a abordagem da teoria da estética organizacional, baseada nas teorias da prática, subsidiou a discussão teórica a partir das ideias de prática, de conhecimento sensível e da inclusão do conceito de afeto. A disciplina ‘Práticas Integrativas e Complementares em Saúde’ na Escola de Enfermagem da UFRGS foi o primeiro contato com a realidade dos profissionais envolvidos com essas práticas, sendo ponto de partida para diversos eventos e vivências realizados no campo empírico. A cartografia, como prática de método, oportunizou mapearmos linhas de forças nos territórios habitados: comunidades da cidade de Porto Alegre, ambulatório vinculado às terapias naturais, hospitais, Unidades Básicas de Saúde, congressos e eventos online. O ambulatório foi o local principal da imersão em campo, devido ao tempo vivenciado com as terapeutas e o saber-fazer acessado a partir dele. No intuito de nos sensibilizarmos para os sinalizadores e nós cartográficos, foram realizadas entrevistas, observações participante, conversas informais e análise de documentos, além da construção do diário de campo e um acervo de fotografias das andanças vivenciadas. Os sinalizadores ‘Território Cartográfico’, ‘Práticas e Saberes’, ‘Práxis e Cuidado Emancipador’, ‘Invisíveis e Invisibilizados’ trazem elementos que abordam o engendramento da comunidade e seus atores, o saber-fazer e os processos organizacionais envolvidos na prática das terapeutas, a sociomaterialidade e o cuidado na atuação de uma ação voltada para a maior autonomia dos indivíduos, e a espiritualidade e a integralidade na busca de uma coerência de trabalho e vida. Dessa textura de práticas e linhas de forças, conceitos relevantes para a pesquisa despontam como a práxis social, o cuidado emancipador, os afetos e a dimensão política das práticas e da estética organizacional. As contribuições teóricas da pesquisa, desta forma, apontam para o aspecto ‘sensível relacional’ e cotidiano das práticas, observando a necessidade de buscar dar conta das relações de poder e a dimensão política dos processos reflexivos para (re)ordenar a complexidade que está presente nas vivências quando se deseja transformação social. Para tanto, torna-se necessário adentrar nas práticas e compreender quais conexões e evocações performam o agencement com reflexão crítica e mediada pelo contexto sócio-histórico, conferindo visibilidade as disputas e tensões em campo. Nesse sentido, o corpo, o conhecimento sensível e o afeto tornam-se políticos em suas próprias constituições em campo. O afeto é percebido como o condutor da potência política uma vez que carrega a possibilidade de contágio e a ativação dos processos vitais, vinculado a um corpo senciente, veículo da experiência estética, que se constitui um lugar afetivo na produção de um sentido de existir. A proposta de uma estética ampliada considera, portanto, a práxis social que confronta questões ético-políticas geradas nas (des)estruturas da sociedade. Além disso, confere à teoria da prática e à teoria da estética organizacional uma capacidade crítica que permite avançar no entendimento dominante sobre a percepção dos mecanismos cognitivos e emocionais que vinculam reações sensoriais imediatas a comportamentos individuais e coletivos. |