Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Fagundes, Rodrigo Barbosa |
Orientador(a): |
Goulart, Ligia Beatriz |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Palavras-chave em Espanhol: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/284027
|
Resumo: |
Esta dissertação foi concebida a partir da análise dos atos de ensinar, aprender e avaliar de um grupo de professores de Geografia da Rede Municipal da Educação, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A problematização surgiu ao identificar que, no contexto pós-pandêmico, mesmo percebendo que os estudantes retornaram das atividades remotas com dificuldades para ler, escrever e responder às provas, muitos professores de Geografia dos Anos Finais do Ensino Fundamental dedicaram grande parte da avaliação trimestral a este instrumento avaliativo. Tal situação me mobilizou a pesquisar objetivando entender como as propostas pedagógicas de professores de Geografia contribuem para o processo de investigação da aprendizagem dos seus estudantes. O presente trabalho foca na análise do ato de avaliar a qualidade da aprendizagem, a partir da seguinte estrutura: fundamentação teórica dos atos de ensinar, de aprender e de avaliar o ato pedagógico; análise da concepção de avaliação presente em documentos normativos; estudo de caso da avaliação produzida por professores de Geografia; discussão dos resultados apresentados por estas singularidades analisadas. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo exploratória, através do estudo de caso de um grupo de quatro professores de Geografia. Foram utilizados dois tipos de instrumentos de coleta de dados: uma série de entrevistas com um professor e um questionário com os outros três professores. Os resultados observados nas entrevistas com o primeiro professor foram comparados aos resultados do questionário aplicado aos demais professores. Percebeu-se uma persistência da prova como instrumento capaz de aferir a aprendizagem dos estudantes, e, ainda que a sua valorização frente a outros instrumentos avaliativos tivesse sido repensada, ela ainda é o instrumento predominante do processo de recomposição de aprendizagens, pois essa retomada pareceu visar mais a melhora das notas do que superar os saberes não desenvolvidos. Esse trabalho identificou a necessidade da Secretaria Municipal da Educação e das escolas investirem na formação continuada dos professores, visando a uma avaliação que não apenas reflita sobre a qualidade da aprendizagem, mas também promova concretamente novos percursos de ensino com vistas à aprendizagem. Além disso, essa mantenedora poderia apontar às escolas e a seus profissionais sobre a necessidade de repensar o período de recomposição de aprendizagens, pois ele não deve ser realizado nos últimos dias do trimestre, a partir de um instrumento denominado como recuperação trimestral, mas um período previamente pensado, no transcorrer do período letivo e respeitando o tempo de aprendizagem dos estudantes. |