Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Costa, João Luiz Benavides |
Orientador(a): |
Nabinger, Carlos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/128130
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Resumo: |
As pastagens naturais são a base alimentar para grande parte da pecuária de corte no Rio Grande do Sul, ainda que este ambiente seja susceptível a variações climáticas estacionais que afetam o crescimento da vegetação, quais sejam as baixas temperaturas de inverno e deficiência hídrica no verão. A fim de minimizar os efeitos deletérios proporcionados à vegetação por períodos climáticos desfavoráveis, a presente dissertação tem por objetivo avaliar o efeito de duas estratégias de diferimento na produção animal e vegetal de uma pastagem natural da região fisiográfica da Campanha. O trabalho foi desenvolvido na Embrapa Pecuária Sul, localizada no município Bagé, onde foram avaliados duas épocas de diferimento: primavera (DP) e verão-outono (DVO) e um tratamento testemunha sem diferimento (SD), durante dois anos. O delineamento foi inteiramente casualizado, com medidas repetidas no tempo (ano) e três repetições de área por tratamento. Foram utilizados novilhos da raça Braford em lotação continua com carga variável de forma a manter uma oferta média de forragem de 10 kg MS/100 kg de peso corporal/dia. A taxa média de acúmulo de pasto e a produção liquida de forragem foi semelhante entre tratamentos, com médias de 14,7 kg MS/ha/dia e 4648 kg MS/ha/ano, respectivamente. Já a massa média de forragem foi 27% superior nos tratamentos com diferimento. Com relação à produção animal, o primeiro ano permitiu taxa de lotação média 14% superior ao segundo ano e, na média dos anos o diferimento de primavera foi 21% superior aos demais. O ganho médio diário e a produção animal por área apresentou interação entre ano de avaliação e tratamento, sendo observado maiores GMD no primeiro e segundo ano para SD e DVO, com média de 0,321 e 0,340 kg, respectivamente. De uma forma geral o que explica essa interação é a diferença no número de dias que os animais permaneceram pastoreando cada tratamento e a estrutura da pastagem pós período de diferimento. As estratégias de diferimento não apresentaram superioridade na produção de pasto frente ao tratamento testemunha devido a ocorrência de condições climáticas anormalmente favoráveis nos anos avaliados. Ainda assim, o diferimento de primavera no primeiro ano e de verão-outono no segundo ano, apresentaram desempenho semelhante ao tratamento sem diferimento, mesmo estes apresentando um período de pastoreio consideravelmente menor. |