Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Lazzeri, Bruna |
Orientador(a): |
Drehmer, Michele |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/278570
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Resumo: |
Introdução: A harmonização de dados de consumo alimentar permite que variáveis de diferentes estudos sejam padronizadas para unidades semelhantes, resultando em conjuntos de dados comparáveis capazes de responder a questões relacionadas à dieta materna e seus determinantes de saúde materna, neonatal e infantil. Objetivos: Descrever o método aplicado no processo de harmonização dos dados de marcadores de consumo alimentar (MCA) e questionários de frequência alimentar (QFA) de gestantes do Consórcio Brasileiro de Nutrição Materno-Infantil (CONMAI) e avaliar a associação entre frutas e vegetais e os desfechos peso ao nascer, baixo peso ao nascer (BPN), pequeno para a idade gestacional (PIG) e parto prematuro. Métodos: Este estudo, de natureza descritiva e analítica, envolveu a harmonização de dados de 12 estudos primários pertencentes ao CONMAI. Foram criados dois bancos de dados distintos, divididos pelo método de coleta, MCA e QFA. Para padronizar as respostas do MCA, as categorias foram reorganizadas da seguinte forma: 0 para "nunca/quase nunca", 1 para "1-4 dias por semana" e 2 para ">= 5 dias por semana". No caso dos dados do QFA, foram geradas variáveis derivadas dos alimentos originais, representadas em gramas (g) por dia. Para frutas e vegetais, também foram expressas em termos de frequência diária. Em ambos os bancos de dados (MCA e QFA), foi conduzida uma análise da distribuição das novas categorias por estudo, e no banco final. Além disso, uma análise de heterogeneidade foi realizada utilizando modelos de análise multinível. A detecção de outliers foi efetuada com base na distribuição da amostra, restrita ao banco de dados do QFA. Para investigar a associação entre o consumo de frutas e vegetais e o peso ao nascer, bem como a prematuridade, foram empregados modelos de regressão linear e logística ajustados. Resultados: Os dados harmonizados foram coletados entre os anos de 2006 e 2014, com os conjuntos de dados do MCA incluindo 8 estudos (n=5.484 gestantes) e o banco de QFA 4 estudos (n=1.759 gestantes). Após a recategorização, a distribuição das variáveis revelou frequências semelhantes entre as categorias de consumo na maioria dos alimentos em ambos os bancos de dados, MCA e QFA, embora tenham sido observadas maiores diferenças nos consumos de sucos naturais, refrigerantes e bebidas adoçadas no MCA, e de vegetais folhosos, bebidas adoçadas e refrigerantes no QFA. As análises de heterogeneidade indicaram variação no consumo de menos de 0,01% para o feijão (MCA) a 15,5% para frutas e sucos naturais (QFA). Entre as gestantes que consumiam vegetais de 1 a 4 dias por semana, houve uma redução de 36% na chance de BPN (OR 0,64; IC95% 0,42-0,99; p=0,047) e uma redução de 34% para aquelas que consumiam 5 dias ou mais (OR 0,66; IC95% 0,44-0,99; p=0,047) em comparação com as que não consumiam, no entanto essas diferenças não se mantiveram estatisticamente significativas após os ajustes. Nos dados do QFA, cada aumento na frequência diária de consumo de frutas resultou em um aumento de 29 g no peso do recém-nascido após ajustes (IC95% 11- 47; p = 0,001). Não foi encontrada associação entre o consumo de frutas e vegetais e a chance de PIG ou parto prematuro em ambos os bancos de dados. Conclusões: A harmonização dos dados de consumo alimentar mostrou-se viável e foi observada associação entre maior consumo de frutas e maior peso ao nascer usando dados do QFA. |