Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Carrasco, Lucia Helena Marques |
Orientador(a): |
Bordas, Merion Campos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/25853
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Resumo: |
Esta Tese situa-se no campo de pesquisa acerca da formação inicial do professor de matemática, detendo-se na investigação das estratégias produtivas das Práticas de Ensino nesse processo formativo. As Práticas de Ensino são entendidas como as experiências dos licenciandos orientadas para estudos relativos aos processos de ensino-aprendizagem de matemática, elaboração de propostas pedagógicas, imersão em espaços formais de ensino, em particular através da prática da docência e para análise das próprias experiências. Fundamentado teórica e metodologicamente em Foucault e partindo do pressuposto de que nas disciplinas de Laboratório de Prática de Ensino-Aprendizagem em Matemática do curso de Licenciatura em Matemática da UFRGS desenvolvem-se práticas discursivas relevantes para produção do futuro professor de matemática, o estudo toma como objetivo central a investigação dos modos como se constitui e como se diz, neste espaço, o “ser professor” ou o “estar professor” dos licenciandos e da professora-orientadora. A investigação ocorre no âmbito das disciplinas de Laboratório ministradas pela autora da tese nos últimos cinco anos, de modo a colocar em foco não apenas discursos emitidos por alunos, mas também aqueles que caracterizam a trajetória profissional da própria pesquisadora. Através da construção de estratégias metodológicas centradas em procedimentos descritivo-analíticos, são abordadas as condições históricas que os professores aplicam a si mesmos de modo a se tornarem objetos de saber. Utilizando os registros, obtidos por filmagens, de experiências ocorridas nos Laboratórios, são examinadas as formas de racionalidade que têm estado presentes nos tipos de saberes e nas técnicas de governo ou dominação que aí prevalecem, ou seja, são examinadas as relações entre saber e poder. Dos resultados da pesquisa, destaca-se que as práticas de ensino analisadas funcionam como dispositivos de produção de sujeitos/professores, que as orientações ministradas funcionam como dispositivos de governo e que o “ver-se e o analisar-se”, possibilitado pelo uso de determinadas tecnologias, entre elas os vídeos e os relatórios de avaliação, funcionam como dispositivo de governo de si, na produção do professor-verdade – aqueles que se organizam e operam através da sujeição a uma verdade pré-determinada – e do professor-experiência – aqueles que exercitam a indisciplina do pensamento, não se submetendo à ordem das verdades estabelecidas. Assim, as práticas do Laboratório são analisadas, tendo em vista a recorrência de práticas discursivas, de relações entre os sujeitos e de relações dos sujeitos consigo mesmo, não para encontrar o comum, o familiar e sim para buscar a raridade, aquilo que nosso saber provavelmente não imagina e que nossos olhos naturalmente não veem, de modo a considerar que aquilo que existe poderia não existir mais e o que somos hoje não ser mais o que é. |