Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Londero, Susane |
Orientador(a): |
Maraschin, Cleci |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Palavras-chave em Inglês: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/18872
|
Resumo: |
Este trabalho trata do acompanhamento dos processos de acolhimento em um CAPS II localizado na cidade de Porto Alegre ao longo de quatro meses. O objetivo não é propor um modelo de como acolher o usuário, mas ver como a política pública se desdobra em prática, como o acolhimento se atualiza nesse serviço, mapeando suas vicissitudes e potenciais. No intuito de adotar uma estratégia que fosse sensível aos processos de um coletivo em uma política do acolhimento, utilizamo-nos de ferramentas teórico-metodológicas da etnografia e da Biologia do Conhecer de Humberto Maturana. Vinculados a uma política inventiva da cognição, entendemos que o processo de produção de conhecimento não pode ser efetivado de modo separado dos processos de transformação de nós próprios e do mundo. Por isso, tomamos a própria imersão no campo como dispositivo de análise. Três focos principais guiam o olhar nessa pesquisa: a concepção de acolhimento que se atualiza nas ações empreendidas, a organização da própria equipe e a relação com a rede de saúde. Tendo como plano de análise a perspectiva da cognição enativa, constatamos que o acolhimento revela uma micropolítica que atualiza as relações entre os princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica. Uma vez que entendemos que o coletivo é o que opera a micropolítica, o acolhimento é fundamentalmente uma ação do coletivo. Obtivemos pistas sobre como o acolhimento é feito no CAPS estudado, sobre como esse coletivo específico o exercita. Vimos que a conversa é um importante operador de produção do acolhimento, sendo sustentado coletivamente, o que implica na impossibilidade de haver um modelo único de como acolher. Além disso, observamos que os entraves no funcionamento do processo de acolhimento aparecem em momentos de ausência de operacionalidade coletiva. |