A luta pela sobrevivência das trabalhadoras terceirizadas pobres na UFRGS e na UFPR : alternativas e desafios encontrados nos processos de articulação de atores sociais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Scherer, Fernando Nichterwitz
Orientador(a): Abdala, Paulo Ricardo Zilio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/207739
Resumo: Nas Universidades Públicas Federais, entre os serviços prestados por trabalhadoras pobres estão o de limpeza e o de manutenção das cozinhas dos restaurantes universitários. Em momentos de crise, essas trabalhadoras têm suas vidas ameaçadas por atrasos e cortes em seus salários e benefícios, por ameaças de demissão ou riscos de acidente de trabalho. A pesquisa de campo realizada entre 2017 e 2018 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na Universidade Federal do Paraná evidenciou que da articulação entre trabalhadoras terceirizadas em luta e militantes de outros movimentos sociais emerge uma práxis que constrói alternativas para a sobrevivência das trabalhadoras terceirizadas e provoca transformações na subjetividade daqueles que experienciam e constroem a relação. O presente trabalho foca na análise dessas articulações, orientando-se pelas contribuições de Isabel Rauber, intelectual latino-americana dedicada ao estudo dos movimentos sociais. São postas em destaque as dificuldades e as alternativas - produzidas como respostas práticas (de maior ou menor êxito) a essas dificuldades – encontradas nas experiências de articulação entre estudantes, professores, técnico-administrativos em educação e trabalhadoras terceirizadas pobres. A solidariedade funciona como um elemento aglutinante inicial a partir do qual os processos de luta pela sobrevivência das trabalhadoras pobres podem se constituir como processos prático-pedagógicos. No entanto, as dificuldades encontradas em estabelecer as dimensões políticas comuns das pautas reivindicativas dos atores sociais articulados, em detrimento de seus aspectos aparentemente conflitivos, ajudam a explicar o caráter efêmero e circunstancial das articulações observadas, bem como o ciclo desgastante de conquistas de avanços parciais intercaladas por períodos de retrocesso em direitos e garantias fundamentais.