O uso do Pentágono da Fraude no processo de identificação de riscos de corrupção em empresas privadas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Lima, Diego Souza lattes
Orientador(a): Vasconcelos, Ana Lucia Fontes de Souza lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/26472
Resumo: Esta pesquisa aplicada se propõe a mensurar os elementos descritos no Pentágono da Fraude, a fim de auxiliar no processo de identificação de riscos de corrupção público-privada, para empresas que contam com operação global. Trata-se de um estudo quantitativo que descreve os resultados obtidos de duas óticas: a ótica do agrupamento original em como as questões foram desenvolvidas, por elementos do Pentágono da Fraude, e a ótica dos fatores observados considerando os dados coletados e resultante das análises fatoriais realizadas. Este estudo mensurou tais elementos na população de líderes de uma empresa brasileira com atuação global e que possui as entidades do governo nas posições de cliente e/ou fornecedores, e que foi autuada por crimes de corrupção. A coleta dos dados se deu por meio de um questionário estruturado dividido entre: i) questões de perfil e localização dos profissionais como faixa etária, formação acadêmica, unidade de negócio e tempo na organização; ii) questões de mensuração dos elementos do Pentágono da Fraude (Pressão, Racionalização, Oportunidade, Capacidade e Disposição ao Risco); e iii) questão de mensuração das variáveis propostas por Becker em seu estudo sobre a mitigação de crimes. Os dados coletados foram tabulados no software Excel (Microsoft) e analisados por meio da ferramenta IBM SPSS. Decorrente das 180 respostas obtidas, o modelo proporcionou uma visibilidade da maturidade dos elementos de de fraude, onde entre 1 (baixo) e 5 (alto), os elementos apresentaram o seguinte nível de maturidade, pressão 3,3, racionalização 3,8, oportunidade 4,2, capacidade 4,4, e disposição 3,8. Dentre os resultados, observou-se a) quais profissionais foram mais expostos a situações que podem representar riscos de propina ou corrupção; b) quais países representavam maior riscos de propina ou corrupção; c) a percepção dos profissionais quanto aos mecanismos existentes no combate à corrupção e as medidas punitivas; d) os fatores de risco observados durante a população e as variáveis de impacto destes fatores.