Pessoas em situação de rua: uma abordagem do decreto 7.053/2009 à luz do desenvolvimento como liberdade de Amartya Sen

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Campos Junior, Jabis Ipólito de
Orientador(a): Lima, Fernando Rister de Sousa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/33716
Resumo: A severa realidade da presença de pessoas em situação de rua no Brasil, uma realidade com lastro histórico e estrutural, afronta questões fundamentais como cidadania e direitos humanos, sociais e econômicos. O incômodo causado pela presença da população em situação de rua não pode ser normalizado; deve, antes, ser enfrentado pelo Estado, pois este tem a responsabilidade e as condições de estabelecer políticas públicas que transformem essa realidade. No Brasil, o Decreto 7.053/2009 estabelece a Política Pública para Pessoas em Situação de Rua e cria o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento. Conceitua o que são pessoas em situação de rua, estabelece diretrizes e princípios que direcionam a política; apresenta como objetivo alcançar metas essenciais quanto a essa população, conhecer seu espaço de sobrevivência e sua identidade. Pretende reintegrar essas pessoas às suas redes familiares e comunitárias, com pleno acesso aos direitos garantidos aos cidadãos brasileiros. Este trabalho tem como objetivo analisar o Decreto 7.53/2009, buscando verificar se como política pública atinge a finalidade de apontar caminhos práticos para transformação da realidade, trazendo desenvolvimento e capacitando os sujeitos de sua promulgação: as pessoas em situação de rua. O Decreto, como política pública, não ataca frontalmente o problema da fome, das privações, da falta de trabalho, das condições precárias de saúde, da desigualdade etc. Sobretudo, quando analisado pelo viés do pensamento do economista Amartya Sen, especialmente na obra Desenvolvimento como Liberdade, das capacitações (capabilities) e funcionamentos da liberdade substantiva, a política pública nacional não apresenta caminhos para uma transformação da realidade do país.